Nº 57 Recife, 17 de outubro de 1999

" Existe o risco que você jamais pode correr. Existe o risco que você jamais pode deixar de correr. "
Peter Drucker (decano dos consultores de empresa)


Delegação = Segurança + Competência + Equipe



      Saber delegar, confiando aos seus subordinados tarefas importantes, é um dos principais requisitos de qualquer gerente preocupado em transformar sua equipe de trabalho em um time competitivo. No dia-a-dia das organizações, é cada vez mais evidente que o gerente centralizador é um personagem em extinção e só têm chances de encarar a pesada concorrência aquelas empresas que aprendem a conjugar, na prática, os vários tempos do verbo compartilhar. "A falta de delegação primeiro atrofia a equipe, depois as chefias", afirma o consultor Fernando Tompson, da Inova Ação Consulting, integrante da Rede Gestão. Como aprender a delegar? Tompson acredita que só existe um segredo: praticar - aprendendo a dividir o poder, acompanhar sem sufocar a autonomia da equipe e conviver com resultados de trabalhos diferentes daqueles que você obteria se realizasse pessoalmente a tarefa.

      Para o consultor, nas equipes onde não há delegação, o foco normalmente está no chefe. Com delegação, o foco está na equipe. "A partir do momento em que se aprende a compartilhar informações estratégicas e dividir tarefas importantes, há mais tempo para a busca do aperfeiçoamento", constata. Mas delegar exige do gerente uma boa dose de autoconfiança já que, segundo Tompson, só quem tem segurança em si ousa delegar para poder crescer. Os resultados são compensadores. "A equipe que recebe a delegação pode aprender mais, inova mais e cresce mais", afirma.

      Delegar é uma arte aperfeiçoada na prática, mas existem alguns princípios que devem ser observados. Segundo o consultor, um erro básico é delegar apenas as tarefas ruins e burocráticas, preservando as boas para si mesmo. Isso costuma gerar insatisfação e desmotivação da equipe. "O ideal é dividir o poder com a equipe, de forma equilibrada, sempre tendo a segurança de que o subordinado é capaz de executar a tarefa - não o superestime nem o subestime".

      É necessário também acompanhar o cumprimento do trabalho, mas com cuidado para não tolher a autonomia do subordinado, caindo na tentação de "super-supervisionar". A comunicação clara é outro passo fundamental. Tompson aconselha que as responsabilidades de cada um sejam definidas e registradas e que o gerente sempre deixe bem claro as questões sobre as quais os subordinados devem decidir. Outro conselho útil: jamais delegar tarefas de sua responsabilidade ou interesse pessoal ou privado, triviais ou mesquinhas. Por fim, valorize o bom desempenho dos subordinados. "Delegar é uma atitude que faz a diferença e pode selar o sucesso de uma empresa ou organização".



DIPJ

A Instrução Normativa nº 118 da Secretaria da Receita Federal prorroga para o dia 29 de outubro de 1999 a Declaração de Informações Econômico-Fiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ). Este prazo aplica-se também ao evento de encerramento de atividades como cisão, fusão ou incorporação, ocorridos nos meses de julho e agosto de 1999, bem como à pessoa jurídica inativa que, em relação ao ano calendário de 1998, não apresentou a declaração simplificada a que se refere a Instrução Normativa SRF nº17 de 12 de fevereiro de 1999 e quer prestar suas informações na DIPJ.


Sem Sabão

Uma fábrica de sabão em pó estava tendo problemas com a produção. Muitas caixas estavam chegando vazias aos supermercados e pontos de venda, gerando uma chuva de reclamações de clientes e dos lojistas. Os técnicos da empresa passaram semanas discutindo uma solução - balança de alta precisão, células fotoelétricas para identificar as caixas sem o produto, funcionários para conferir cada unidade que saía da linha de produção? Nenhuma parecia tecnicamente viável. Nisso, o servente que estava limpando a sala e que vinha acompanhando as discussões exaltadas em busca de uma saída para o impasse, pediu a palavra e mandou ver:

- Por que não colocar um ventilador na saída da esteira de produção? A caixa vazia, sem peso, vai virar… Estava solucionado o problema.


Não se lê na Web

Apenas 16% dos usuários da Web lêem palavra por palavra o que está escrito na tela. Isso sinaliza para uma questão importante para os profissionais idealizadores (em construção ou design) de home pages e para provedores de conteúdo em geral: na rede, qualquer que seja o assunto, deve ser usada, pelo menos, a metade do número de palavras que se usaria para escrever uma página impressa. Um bom assunto, com uma boa página, tem de responder à questão: "por que alguém deveria prestar atenção a isso?"

Fonte: AméricaEconomia


Postura profissional: Uma questão
de marketing pessoal
      Muito tem-se falado do marketing pessoal como uma ferramenta poderosa para o profissional construir um melhor posicionamento no mercado de trabalho, estando ou não colocado. Dos conceitos-chave que envolvem o marketing pessoal, já abordados anteriormente na coluna (número 41), particularmente um chama atenção por ser recorrentemente negligenciado por grande parte das pessoas: uma postura profissional adequada.

      É surpreendente o descuido (muito mais freqüente do que se imagina) em relação a esse requisito básico, mesmo nos momentos em que há um enquadramento explícito de avaliação. Processos seletivos são um prato cheio para se colherem exemplos. Uma ligação telefônica para convidar um candidato a comparecer a uma entrevista é muitas vezes recebida com indiferença. Ou, mesmo, falar com uma secretária é encarado como merecedor de menos atenção (revelador de uma atitude até certo ponto discriminatória). Além dessas, há outras condutas nos processos seletivos que comprometem a postura profissional: chegar atrasado às entrevistas marcadas, tratar os selecionadores com a intimidade de velhos amigos, fornecer informações equivocadas ou imprecisas sobre o que é solicitado (comum é o número do CPF errado), dentre muitas outras.

      O curioso é que adotar uma postura profissional não parece exigir muito de quem se propõe a investir nisso. Cinco dicas simples podem ajudar o profissional:

      (1) Cuidar da apresentação pessoal. Não se trata de beleza, mas da maneira como a pessoa é capaz de ser "agradável fisicamente". No trabalho, fundamental é transmitir sobriedade, estilo e, principalmente, respeito e afinidade com o ambiente. Para não errar, é recomendável fazer a opção pelo básico.

      (2) Ser pontual. Chegar na hora é sinal de respeito com o outro. Mesmo que esse outro seja um atrasado convicto, é imprescindível agir com função exemplar. Afinal, num mundo em que a ordem do dia é administrar bem o tempo, um pequeno atraso de alguns minutos pode ser bastante problemático e revelador de descaso.

      (3) Tratar bem o próximo (e aquele nem tão próximo assim). O importante é saber que ser cortês é uma prática mais fácil do que se imagina. Vivemos numa época em que bons vínculos são um ativo importante para o profissional: ajuda a trabalhar em equipe, a desenvolver uma rede de relações, a acessar informações.

      (4) Falar pouco mas falar bem. Bem, no sentido de correto, adequado e argumentado. Não falar para agradar ou, o oposto, para antagonizar indiscriminadamente. Sim, e não esquecer que, sempre, é muito importante ouvir.

      (5) E, balizando tudo isso, ter uma conduta ética irrepreensível, o que significa saber que tudo o que fazemos e falamos em relação a nós mesmos, ao colega, à empresa, à sociedade, funciona, para quem nos ouve, como credencial. Se não for de boa qualidade, todo mundo nota.

      Mas é bom não esquecer: nada disso tem sentido se a postura profissional não estiver refletindo uma maneira pessoal legítima de se comportar. Até porque, como a postura fala pela pessoa, vale a máxima "mentira tem perna curta".


Elane Cabral
Sócia da Agilis Consultoria




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