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191 |
Recife, 19 de Maio de 2002 |
"Não acho que a tevê
e o PC possam ser uma coisa só.
Você vai para a tevê quando quer se desligar e ao PC quando quer se
ligar."
Steve Jobs, criador e executivo-chefe da Apple
Governança Corporativa:
o Desafio
As novas exigências do mercado, decorrentes do crescimento
e da profissionalização, têm obrigado muitas organizações
a repensarem seus modelos de gestão. É comum encontrarmos
empresas que aumentaram sua produção, ampliaram seu market
share, alavancaram seus negócios e, com isso, precisaram
remodelar seus processos e rever seu quadro de funcionários,
já que a estrutura não suportava mais seu crescimento.
É dentro desse contexto que ganha importância o conceito
de Governança Corporativa, que surgiu na Inglaterra e
nos Estados Unidos e evoluiu significativamente nos últimos
dez anos. Esse modelo de gestão é hoje um dos principais
aliados das sociedades anônimas no Brasil, ao evitar o
abuso de poder dos acionistas majoritários sobre os minoritários,
fraudes e erros estratégicos. O tema vem ganhando espaço
principalmente após a publicação, no ano passado, do Código
das Melhores Práticas de Governança Corporativa, pelo
Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (órgão
que contribui para a otimização do conceito no País),
e com a entrada em vigor da nova lei das Sociedades Anônimas
(10.303/01).
Numa estrutura de Governança Corporativa, a relação dos
acionistas com os gestores ocorre por intermédio do Conselho
de Administração. Chamado por Peter Drucker de "a consciência
da empresa", ele é o responsável por colocar em prática
os objetivos da empresa, visando proteger seu patrimônio,
maximizar o retorno do investimento e cultivar os seus
valores, suas crenças e seus propósitos. Cabe aos conselheiros,
pessoas com visão estratégica e conhecimento de mercado,
zelar pela isenção, fiscalizar a gestão dos diretores
e prestar contas aos acionistas. Para tanto, o Conselho
conta com ferramentas como a auditoria independente, que
avalia os controles e procedimentos internos, e com o
conselho fiscal, uma forma de controle independente para
os acionistas.
A Governança Corporativa permite que os sócios-proprietários
possam ter total controle da sua organização, por meio
de uma efetiva monitoração da diretoria executiva. Assim,
os sócios ficam mais livres para cuidar dos assuntos estratégicos
da empresa, com a certeza de que a gestão está indo bem,
uma vez que o sistema de monitoramento é ágil e eficaz.
Na empresa familiar, a Governança contribui para a profissionalização
da sociedade e de toda organização, ao impor padrões de
cultura e normas de procedimento inclusive ao proprietário.
Com esse modelo, há a separação clara do triedro: Família,
Propriedade e Gestão. A empresa deixa de ser tratada como
uma "instituição" que gera renda apenas para a família
e passa e ser um "negócio" rentável e sadio, de amplitude
bem maior.
Com uma estrutura de Governança, as empresas passam a
ser vistas como sinônimo de transparência e ética, adquirem
confiança do mercado e têm suas ações mais valorizadas.
Diferenciam-se de outras organizações do mesmo porte,
tornam-se mais profissionais e, sem dúvida, mais valorizadas
e respeitadas por toda sua cadeia de negócios.
Carolina Victor
Consultora JCR & Deloitte
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Agenda
Vestibular da FBV
Estão abertas as inscrições para o vestibular da Faculdade Boa Viagem.
São 441 vagas distribuídas nos cursos de Administração de Empresas
(turnos tarde e noite), Ciências Contábeis (noite), Ciências Econômicas
(noite) e Engenharia de Produção (noite). As provas acontecem nos
dias 1 e 2 de junho, na FBV. As inscrições podem ser feitas na recepção
da Faculdade e Colégio Boa Viagem, localizada à rua Professor Wanderley
Filho, 539; ou no estande da FBV no primeiro andar da quarta etapa
do Shopping Center Recife. O manual do candidato é gratuito.
Conect@do
Computadores em Casa
Mais de 10% das residências brasileiras têm um microcomputador, mas
a região Nordeste está bem atrasada em relação à adoção de PCs, de
acordo com dados do Censo 2000 divulgados pelo Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística (IBGE). Pela média nacional, 10,6% dos
lares têm micros. Na região Sudeste, 16,6% dos domicílios possuem
um computador, enquanto no Nordeste a porcentagem é de apenas 4,3%.
Os estados do Maranhão e do Piauí, com taxas de 1,3% e 1,9%, respectivamente,
têm as menores proporções do País. No topo da lista aparece o Distrito
Federal, onde 25,5% das casas estão equipadas com micros, seguido
pelo estado de São Paulo, com 17,5%.
Fonte: Agência Reuters
Você
Sabia?
Administração na RMR
A Faculdade Boa Viagem realizou pesquisa sobre o mercado de trabalho
na área empresarial e a qualidade dos cursos de Administração de Empresas
junto a 143 organizações da Região Metropolitana do Recife. Os resultados
mostraram que quase um quarto das empresas (23%) não prevê a contratação
de administradores nos próximos dois anos. Metade deve oferecer até
cinco vagas e apenas 27% prevê a oferta de seis vagas ou mais. A pesquisa
concluiu também que houve uma mudança de percepção no mercado em relação
ao profissional formado por universidades privadas. Na opinião da
maioria dos entrevistados, as universidades públicas não apresentaram
variação significativa na sua qualidade nos últimos oito anos, enquanto
as faculdades privadas apresentaram progresso no mesmo período. A
pesquisa foi coordenada pelo professor Bruno Campello de Souza.
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