Nº 184 Recife, 31 de Março de 2002

"De tudo o que fiz, o mais importante foi coordenar o talento
daqueles que trabalharam para nós e indicar-lhes o objetivo pretendido."
Walt Disney, 1901-1966, criador do império de entretenimento Disney.


Série Empresa Familiar (3/4) Dificultadores da Empresa Familiar

A empresa familiar tem uma série de vantagens que, bem aproveitadas, podem se transformar em importantes diferenciais competitivos (Desafio 21/183). Entretanto, é também um ambiente fértil para o surgimento de problemas que, se não forem identificados e tratados a tempo, podem comprometer a gestão, o desempenho e o próprio futuro da organização. Veja algumas das principais dificuldades enfrentadas na empresa familiar, os seus efeitos e algumas sugestões de como superá-las.

Informalidade Excessiva
A informalidade do ambiente familiar pode ser transferida para a empresa. Nesses casos, as regras e normas quase nunca são claras ou definidas e há o predomínio do intuitivo. Sem padrões específicos, prevalece a lógica individualista: cada um faz o que acha certo.
Efeitos: Personalismo das normas, uso da estrutura para a família, controles frágeis e necessidade de fiscalização.
Superação: O mais adequado é definir e consolidar a estrutura de gestão da empresa familiar, investindo na capacitação gerencial e no desenvolvimento das equipes. Os padrões de atuação precisam ser claros e pautados pelo profissionalismo.

Competição Negada
Um dos mitos da empresa familiar é a idéia de que o ambiente de trabalho deve reproduzir a "harmonia" do lar, sem conflitos ou disputas. Os vínculos são idealizados e a competição, embora latente, é negada.
Efeitos: A negação dos conflitos termina gerando travamento nas decisões, já que os problemas nunca são de fato explicitados. É comum surgirem subgrupos dentro da empresa, dispersando a força da equipe e minando a estratégia coletiva. Esse quadro termina provocando estresse excessivo em todo o grupo.
Superação: Ao invés de negados, os conflitos precisam ser encarados de forma profissional, com uma abordagem estratégica da competição entre os parentes. Criar mecanismos claros de regulação e definir uma forma legítima de mediação dos problemas também ajuda na superação desse tipo de dificuldade.

Cultura de "Dono"
Ainda como efeito da transferência direta da cultura familiar para a empresa, os familiares em cargos de gestão podem "vestir a camisa" do "dono", centralizando as decisões em excesso, de forma autoritária. Nesse cenário, o desejo e a opinião pessoal tornam-se lei, numa reprodução do que acontece no ambiente doméstico.
Efeitos: Normalmente cria-se na empresa a cultura do "Manda quem pode, obedece quem tem juízo". Os funcionários desenvolvem uma espécie de lealdade passiva, desempenhando suas funções mais por acomodação e inércia do que por motivação ou comprometimento.
Superação: É importante que haja investimento na profissionalização dos familiares para que eles atuem menos como "donos" e mais como "empresários". Também é facilitador poder contar com o reforço de executivos não familiares que ajudam a consolidar um tipo de autoridade não personalista. Acima de tudo, convém rever esse modelo de atuação centralizadora, investindo na gestão participativa e em outras ferramentas gerenciais adequadas.






Dizem Que

Colocando o Homem na Lua

Na década de 60 a "corrida" espacial entre os EUA e a União Soviética atinge o auge com o russo Yuri Gagarin afirmando que "a Terra é azul" no primeiro vôo orbital tripulado. O presidente John Kennedy, então, lança, para passar à dianteira do concorrente, aquele que foi considerado o desafio estratégico mais bem formulado da história: "colocar um americano na Lua até o final da década". Dizem que, nessa época, ao perguntar que tipo de trabalho um faxineiro estava fazendo na Nasa (agência espacial norte-americana), alguém obteve e seguinte resposta: "Ajudando a colocar o homem na Lua". Conseguir uma resposta semelhante numa empresa é uma façanha que todo dirigente deveria perseguir porque, se conseguir, estará alcançando aquela diferença estratégica básica entre as respostas dos dois operários que trabalhavam na construção de uma igreja: um diz que está "carregando tijolo" e o outro que está "construindo uma catedral". O esforço compensa, e muito.

Com Estilo


Regras Para o Café da Manhã

Está se tornando cada vez mais comum reuniões de negócios durante o café da manhã. Os especialistas afirmam, inclusive, que o horário é o mais indicado para tratar de assuntos sérios, já que no início do dia os participantes têm maior capacidade de assimilação, concentração e estão menos estressados. Mas é preciso seguir algumas regras básicas para alcançar o sucesso desejado:
1. O encontro deve ser cedo, entre 7h30 e 8h30.
2. Deve-se aguardar a chegada da maioria dos convidados, com tolerância de, no máximo, quinze minutos.
3. Os convidados podem participar sentados em mesa de dois até oito lugares.
4. O serviço deve ser em estilo bufê, com mesa de apoio para pães, frios e sucos.
5. O café/leite poderá ser servido pelos garçons assim que todos se sentarem.
6. A duração do café da manhã deve ser de aproximadamente 45 minutos. Após esse tempo, você poderá suspender o serviço.
Fonte: Será que pega bem? - Guia completo de etiqueta no trabalho, de Suzana Doblinski

Conect@do


Mulheres Mais Objetivas

As mulheres passam menos horas conectadas à Web porque são mais objetivas que os homens em sua navegação. Essa foi a conclusão da pesquisa realizada pela Jupiter MMXI com internautas europeus. Segundo a pesquisa, os homens gastam seu tempo na Web com navegação aleatória, lendo matérias e notícias e baixando programas, enquanto as mulheres se conectam para fazer compras, entrar no banco online, organizar viagens e mandar cartões virtuais. "Elas estão interessadas em sites que possam agilizar suas vidas", declarou a autora do estudo, Michele Poliziani. Fonte: Info Exame


 
 




rede@redegestao.com.br

deloitte@elogica.com.br

www.jcr.com.br


APRESENTAÇÃO | COMPETÊNCIAS | DESAFIO 21 - GESTÃO & COMPETITIVIDADE | E-MAIL | HOME