Nº 182 Recife, 17 de Março de 2002

"Não há nada mais monótono do que a igualdade.
Competimos para nos diferenciar."
João Sayad, economista, secretário de Finanças de São Paulo.


Série Empresa Familiar (1/4)
Na Empresa, a Coisa é Diferente


Separar as dimensões da família e da empresa é, na opinião de grande parte dos consultores, o maior desafio da gestão de uma empresa familiar. "Pressupostos de igualdade, hierarquia e direitos; sentimentos como amor e reconhecimento que valem para a relação familiar não devem ser transferidos para a empresa", alerta a consultora Cármen Cardoso. Esse tabu está na base da maioria dos conflitos e, em muitos casos, é responsável pelo insucesso das organizações familiares. Algumas situações práticas que, segundo a consultora, ocorrem com freqüência: 1. Mito: Filhos que, em casa, aprendem que não podem contestar o pai e, na empresa, se vêem obrigados a aceitar as decisões paternas sem questionar, mesmo sabendo que não é o melhor para o negócio. Antimito: A autoridade paterna, válida nas relações familiares, não deve ser inquestionável também na empresa. Os filhos devem ter espaço para se posicionar diante dos problemas da organização, sem que isso represente "uma ameaça" para os papéis familiares. 2. Mito: Irmãos que, em família, vivem uma relação de igualdade e, na empresa, têm as mesmas responsabilidades direitos e deveres. Antimito: O papel dos irmãos na empresa deve estar subordinado a outros critérios, como competência, projeto profissional e dedicação. A igualdade forçada termina gerando injustiças, insatisfação e conflitos. 3. Mito: Famílias nas quais os irmãos mais novos são subordinados ou obedecem aos mais velhos, as mulheres aos maridos e todos ao chefe da família. Antimito: Os papéis de subordinação vigentes na família não devem ser transferidos para a empresa. O perfil para a função, o desempenho e a competência devem ser levados em conta. De acordo com Cármen, é fundamental que os gestores entendam que a dinâmica das relações na família não pode e não deve ser automaticamente transferida para a empresa. Na administração do negócio, é preciso comandar algumas mudanças.






Conect@do

E-mail 2 x 1 Carta

O e-mail já se tornou mais popular do que as cartas de papel, segundo estudo divulgado esta semana pela empresa de pesquisa NetValue. Os internautas domésticos de todo o mundo enviaram 550 milhões de e-mails durante o mês de janeiro, mais de duas vezes o total de 258 milhões de cartas enviadas no mesmo período. "Este número é realmente um marco para o e-mail", disse Alki Manias, diretor de mídia da unidade britânica da NetValue, ao site The Register. "O e-mail ultrapassou o correio em poucos anos de existência."
Fonte: Mundo Digital.

Com Estilo


Viajando a Negócios

Quando um profissional viaja, ele se torna uma espécie de embaixador da empresa. É do tamanho desse título que fica a sua responsabilidade. Tudo o que fizer será usado contra ou a favor não apenas dele, pessoa física, mas também da empresa em que trabalha. Veja algumas dicas para essas ocasiões:
1. Defina bem a razão da viagem e o seu objetivo principal.
2. Informe-se sobre a empresa que está visitando (porte, faturamento anual, tempo no mercado).
3. Conheça os hábitos e os costumes da região a ser visitada.
4. Dê chance ao visitado para que mostre sua empresa, projetos e investimentos.
5. Mostre satisfação com a oportunidade da visita.
6. Seja pontual em todas as ocasiões. Não há justificativas para atrasos em viagens de negócios.
7. Seja simpático, mas não informal em excesso. Não fale nem pergunte sobre a vida pessoal de ninguém e não tente "pescar" informações confidenciais da empresa.
Fonte: Guia completo de etiqueta no trabalho, de Suzana Doblinski . .

Como lidar com a Imprensa


Não Queime o seu Filme

Você é amigo de infância do diretor do jornal ou do chefe de redação da emissora da TV. Então, deveria saber que eles não devem gostar muito de ser incomodados por pequenas coisas, como divulgar algo que só interessa mesmo a você, a um grupo ou a uma empresa. Não "queime o seu filme", não vale a pena. E ainda há outro problema. Na maioria das vezes, o que vem de cima, "recomendado", não é bem recebido na redação. Os repórteres já saem reclamando e cheios de má vontade para atender a um pedido "oficial". O ideal é manter contatos com os responsáveis diretos pela pauta e pela reportagem. Se o assunto for de interesse público, são boas as chances de divulgação. Com a cúpula, só em casos extremos.
Fonte: Quem tem medo da Imprensa, de Regina Villela.


 
 




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