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181 |
Recife, 10 de Março de 2002 |
""A empresa e a família
só sobreviverão e se sairão bem
se a família servir à empresa.
Nenhuma das duas seguirá bem se a empresa for dirigida para servir à
família."
Peter Drucker, guru dos gurus da Administração

O Desafio da
Empresa Familiar
Família e negócios. Essa fórmula - às vezes explosiva,
às vezes harmônica - é hoje uma das molas mestras da economia
de grande parte dos países capitalistas, incluindo o Brasil.
Para se ter uma idéia, 99% das empresas não-estatais brasileiras
têm origem familiar, assim como cerca de 35% das quinhentas
maiores empresas americanas, alemãs, inglesas e francesas.
Mas nem sempre essa combinação dá certo. De cada cem empresas
familiares bem-sucedidas sob a gestão dos fundadores (primeira
geração), apenas trinta continuam sob o controle da segunda
geração e, destas, apenas quinze sobrevivem nas mãos da
terceira geração. "Para tornar ou manter uma empresa familiar
competitiva, é preciso estar permanentemente atento às
particularidades de sua gestão, de modo a tirar um bom
proveito das vantagens de ser familiar e, ao mesmo tempo,
saber lidar com as dificuldades que essa condição encerra",
observa a psicanalista e consultora Cármen Cardoso, sócia
da TGI, integrante da Rede Gestão.
Em sua opinião, a mistura entre as dimensões da família
(as relações afetivas e os papéis familiares), da gestão
do negócio (a divisão de responsabilidades executivas
e decisórias) e da propriedade (a divisão e a distribuição
dos bens) está na raiz de grande parte dos problemas.
Outro ponto importante a considerar na competitividade
das empresas de controle familiar é de ordem psicossocial.
A família é uma matriz de referência na constituição de
todos nós e essa matriz, peculiar à história de cada indivíduo,
afeta o modo como vemos a organização onde trabalhamos,
só que isso, em geral, se faz de modo indireto, por associação.
No caso da empresa familiar, as expectativas e as exigências
da família são transferidas diretamente para dentro da
empresa.
"É preciso, por isso, evitar o máximo possível que a gestão
venha a ser prejudicada por questões ou disputas que não
têm a ver diretamente com a gestão da empresa", diz Cármen.
Uma opção para se fazer essa separação é a criação de
fóruns próprios de discussão, como Conselhos de Família,
em que essas questões possam ser discutidas e resolvidas.
A profissionalização da gestão é considerada um imperativo
para que a empresa familiar seja bem-sucedida. Segundo
a consultora, os cargos estratégicos devem ser ocupados
apenas por profissionais comprovadamente competentes,
realmente capacitados para desempenhar bem suas funções,
sejam eles herdeiros ou não. Nesse contexto, preparar
os herdeiros, desde cedo, para assumir e administrar de
forma eficiente o negócio também é uma atitude fundamental.
Outro cuidado importante, ainda no que se refere à gestão,
é a instalação de colegiados diretivos ou gerenciais,
sempre que possível envolvendo profissionais não familiares.
Funcionando com periodicidade definida e pauta estrategicamente
relevante, esse instrumento pode evitar concentração excessiva
de decisões em poucas pessoas, em especial em fundadores
e herdeiros. Segundo Cármen, a organização familiar também
exige atenção no âmbito da propriedade. "Deve-se elaborar
instrumentos legais adequados para salvaguardar os direitos
e definir com clareza os deveres dos acionistas ou cotistas."
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Conect@do
Novos Hábitos Decorrentes da Internet
Os internautas norte-americanos estão passando menos tempo conectados
na Internet, mas estão aproveitando mais o potencial da Web, segundo
estudo do Pew Internet and American Life Project. Em vez de simplesmente
navegar pela rede aleatoriamente, eles estão usando a Internet para
atividades como trabalhar em casa, checar contas bancárias e fazer reservas
de viagens. Muitos dos entrevistados também mudaram seus hábitos de
vida por causa do uso da Internet. Um em cada quatro disse que gasta
menos tempo assistindo à televisão, enquanto perto de um terço dos que
compram on-line disseram que ficam menos em lojas do mundo físico. Na
lista de reclamações sobre Internet, os e-mails não-solicitados, conhecidos
como spams, lideram, com 44% dos entrevistados afirmando que isso é
um problema.
Fonte: Info Exame
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