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179 |
Recife, 24 de Fevereiro de 2002 |
"À medida que o trabalho
se move para fora do escritório
e da fábrica, a educação deve cada vez mais mover-se
para fora da sala de aula."
Alvin Toffler, escritor e futurista norte-americano

O "Efeito Pigmaleão"
nas Organizações
Uma das histórias mais intrigantes da mitologia grega
é a de um excêntrico escultor que, de tão exigente com
as mulheres, chegou a esculpir em mármore seu "modelo
feminino ideal". Tal era a perfeição da estátua que ele
chegou a tratá-la como se fosse real, cobrindo-a de galanteios
constantes. Comovida, a deusa Afrodite atende aos desejos
do desesperado escultor - Pigmaleão - e torna a sua escultura
uma mulher real.
Assim como no caso de outros mitos, Pigmaleão traduz um
elemento fascinante do comportamento humano: a capacidade
de determinar seus próprios rumos, concretizando planos
e previsões particulares ou coletivas. No ambiente de
negócios, a definição dos rumos de uma organização, através
da elaboração da sua missão e da visão, pode contribuir
significativamente para um posicionamento de vanguarda,
bem como para geração de valor competitivo.
Mas que elementos existem em comum na formulação de visões
de futuro que levam a concretização de expectativas? Para
refletir nessas questões, consideremos a trajetória de
dois líderes contemporâneos que foram capazes de criar
visões tão passíveis de concretização quanto a estátua
de mármore no mito grego.
O primeiro deles, Henry Ford, visionou o carro como um
bem popular capaz de atingir classes até então inacessíveis
na primeira década do século XX. A visão criativa de negócio
desse líder foi traduzida em ação concreta e inovação:
na criação do modelo de produção em série e na estratégia
comercial diferenciada de distribuição do modelo T a um
baixo preço, num mercado em expansão. O segundo, Martin
Luther King, destacou-se por liderar milhares de pessoas
numa marcha não-violenta a favor dos direitos civis dos
negros norte-americanos no começo dos anos 60. Em um célebre
discurso, King descreveu seu sonho de que um dia, em seu
país, "todos os homens nasceriam iguais". Pragmáticos
em essência, os elementos em comum desses líderes são
a formulação de um futuro desejável, além do pensamento
criativo, traduzido em ações significativas.
De forma semelhante, o grande desafio para as empresas
é expressar sua missão e a visão de futuro em ações capazes
de engajar seus profissionais e gerar uma força criadora
que dite todos os rumos da organização. O mecanismo indicado
para a obtenção de êxito nessa tarefa é o compartilhamento,
a comunicação por excelência. Além disso, é preciso ter
em mente que os profissionais comprarão a visão de futuro
da organização a partir de suas visões e missões individuais.
Estão satisfeitas as suas necessidades básicas como indivíduos?
Existe reconhecimento, desafio e boas perspectivas pessoais?
Nesse caso será possível obter um engajamento capaz de
transformar e alavancar mudanças de valor na organização.
Caso contrário, a visão e a missão da empresa serão apenas
objeto de admiração contemplativa de uns poucos.
Assim, embora demande esforço, o efeito pigmaleão nas
organizações é possível. Mas isso não será resultado de
ação milagrosa de deuses. Os gestores devem procurar potencializar
o poder criativo, a inovação, o engajamento e a ação contínua
de seus profissionais traduzida em negócios. Querer fugir
disso é criar um grande mito, porém sem nenhum significado.
Anderson Arante,
consultor da JCR&Deloitte
(andersonarante@jcr.com.br)
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Conect@do
O Que Lembra a Arroba?
Vindo dos tempos medievais, quando era utilizado pelos monges copistas,
mas hoje adaptado ao correio eletrônico para significar "em", o símbolo
@ foi recriado pelo engenheiro norte-americano Ray Tomlinson, inventor
do e-mail. Ele desejava encontrar um caractere que não se confundisse
com as demais letras do teclado. A @ aos alemães e holandeses lembra
o rabo de um macaco; aos coreanos, espanhóis e italianos, um escargot;
aos dinamarqueses, a tromba de um elefante; aos húngaros, uma minhoca;
e aos finlandeses, um gato.
Fonte: Palavra da Consultexto
Com Estilo
Quem Convido para o Casamento?
Vou casar. Quem devo convidar do escritório? Muita gente já passou por
essa saia justa, sem saber ao certo como agir. Segundo a consultora
em etiqueta empresarial Susana Doblinski, essa é, de fato, uma situação
que exige tato. Não dá para sair convidando todo mundo, do boy ao presidente.
Veja algumas dicas da especialista: (1) Você não é obrigado a convidar
todos. Nossa cultura mistura alhos com bugalhos, amigos com colegas
de trabalho. Na hora do seu casamento, faça a distinção exata entre
uns e outros. (2) Devo convidar o diretor? Depende do seu relacionamento
com ele. Se ele é seu chefe direto e vocês mantêm bastante contato,
sim. Mas não convide seu chefe para padrinho - a não ser que vocês tenham
um relacionamento antigo e anterior ao trabalho. Caso contrário, você
o estará colocando em uma situação desconfortável. (3) Posso colocar
o convite no mural da empresa? Este tipo de convite - daquele que convida
todo mundo e não convida ninguém - é antipático. Se você quiser que
a pessoa vá a festa, entregue um convite pessoal e intransferível. (4)
E a minha equipe, devo chamar todos? Sim, tem que convidar todo mundo.
A única exceção é se sua equipe for grande demais. Nesse caso, convide
todos para um drinque e explique por que não pode chamá-los.
Você Sabia?
Escritório em Casa
Está se confirmando o crescimento do teletrabalho, apontado como a grande
tendência do ambiente corporativo na última década. Segundo uma pesquisa
da Associação Internacional de Teletrabalho, o número de trabalhadores
remotos nos Estados Unidos tem crescido muito. Hoje, dos 28 milhões
de americanos que trabalham fora do ambiente da organização, aproximadamente
seis milhões têm o escritório em casa. Eles têm entre 35 e 40 anos e
um salário médio anual de US$ 40 mil.

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