Nº 177 Recife, 11 de Fevereiro de 2002

"Ganhar a vida trabalhando não é suficiente.
O trabalho tem de permitir também viver a vida. Decentemente."
Domenico De Masi, sociólogo italiano


Previsões para a Tecnologia da Informação em 2002

A empresa de pesquisa e consultoria especializada em tecnologia da informação Gartner divulgou no final do mês passado suas 10 principais previsões para o ano de 2002. São as seguintes:

1. Em 2002, a indústria da tecnologia da informação vai continuar sob pressão. Com o desaquecimento, as empresas estão mais cautelosas e mais seletivas na hora de investir em hardware, software e serviços. A Gartner diz que até metade das empresas fornecedoras de tecnologia da informação que existiam no início de 2001 devem desaparecer do mercado até o final de 2003 - por aquisição ou falência.

2. A proteção de pessoas, conhecimento, sistemas e nações vai ganhar prioridade. A Gartner diz que para governos, instituições militares e o setor privado, o ano de 2002 servirá para avaliação e proteção contra ameaças de segurança e privacidade. Investimentos em proteção devem, inclusive, tirar recursos de outras áreas. As empresas devem responder a essa demanda com sistemas robustos de comunicação e compartilhamento de informação.

3. O número de consumidores na Internet alcançará um patamar significativo. O número de americanos que usam serviços de bancos e operadoras de cartão de crédito para efetuar diversos tipos de pagamentos e também para fazer compras deve dobrar entre 2002 e 2005, o que vai equivaler a 45% da população adulta dos Estados Unidos.

4. Visão de curto prazo para investimentos vai prejudicar fornecedores de tecnologia. Segundo a Gartner, uma postura conservadora vai levar as empresas a buscar retorno para seus investimentos no curto prazo. Serão valorizados produtos e serviços que ofereçam resultados rápidos, e cortes significativos serão feitos nos orçamentos para novos projetos. As empresas devem estar atentas para uma possível recuperação econômica no segundo semestre de 2002, quando a demanda por tecnologia da informação vai superar os orçamentos encolhidos nos tempos de crise.

5. Terceirização e acordos com fornecedores qualificados irão aumentar. A Gartner diz que essa é uma forma de as empresas transferir ativos, evitar investimentos e cortar custos. Em 2002, as empresas e seus executivos não aceitarão falhas, a exigência por serviços de alta qualidade será grande. Isso vai levar a uma procura por empresas bem estabelecidas e com tradição no segmento em que atuam.

6. Os sistemas e projetos de relacionamento com o cliente (CRM) terão dificuldades, mas continuarão a ser importantes. Em 2002, os sistemas de CRM devem receber especial atenção dos diretores de tecnologia - muitas empresas acabam de passar pela fase de implantação desses sistemas.

7. A infra-estrutura de tecnologia da informação vai seguir duas tendências em 2002. Segundo a Gartner, duas forças opostas vão influenciar as decisões relacionadas a investimentos e projetos em infra-estrutura tecnológica: a primeira é a necessidade de cortar custos, iniciativa que começou em 2001; a segunda é a necessidade de antecipar e realizar projetos críticos que envolvem tecnologia da informação. Muitas empresas vão procurar identificar e aproveitar melhor equipamentos subutilizados. O foco em gastos estratégicos - no lugar de gastos com novas tecnologias - terá grande impacto em vendedores de servidores, PCs e equipamentos para telecomunicações e armazenamento de dados. As empresas, por exemplo, irão preferir computadores com tecnologia Intel, de menor custo, sempre que possível.

8. Haverá demanda por tecnologias sem fio - mas elas enfrentarão instabilidade em 2002. A complexidade dos sistemas móveis e a falta de padrões torna arriscado altos investimentos nessas tecnologias.

9. Serviços via Web - softwares que podem ser acessados pela rede - ganharão força em 2002. As empresas podem fazer uso de sistemas online, cada um projetado para atender a necessidades específicas do negócio.

10. A integração de aplicações vai gerar inovação nos negócios. Poucas empresas podem escapar da necessidade de integrar suas aplicações internas se quiserem desenvolver novos processos de negócio ou explorar transações entre empresas. Durante o ano de 2002, grandes corporações irão investir na integração de suas aplicações, tanto dentro quanto fora da organização - e assim irão construir o que a Gartner chama de "sistema nervoso corporativo".

Fonte: Exame Negócios





Você Sabia?

Propaganda Boca a Boca

Segundo pesquisa realizada em maio de 2001 pela empresa McKinsey & Co, a propaganda boca a boca é a responsável direta por 67% das vendas de bens de consumo nos Estados Unidos. No livro Anatomia do Rumor (The Anatomy of Buzz), escrito por Emanuel Rosen, um experiente marqueteiro norte-americano, estão dados surpreendentes sobre a eficácia desse tipo de "mídia". Rosen entrevistou executivos de 150 empresas e descobriu que 57% dos compradores de carros novos tomam decisões baseados em palpites de amigos. Em média, 53% das pessoas assistem a um filme por recomendação de algum conhecido e, em matéria de vestuário, Rosen garante que mais da metade das pessoas seguem palpites alheios. Na saúde, o boca-a-boca bate qualquer outra forma de publicidade: nada menos que 70% dos norte-americanos escolhem um médico ou hospital baseados em alguma recomendação pessoal. Portanto, ter um produto ou serviço de qualidade e prestar um bom atendimento ao seu cliente é, certamente, uma das formas mais eficientes de propaganda.
Fonte: Revista do Empreendedor

Desmontando Mitos


Tratamento Igual para Irmãos?

As empresas familiares são um terreno fértil para a proliferação de mitos e tabus que, se não enfrentados, podem comprometer o desempenho dos profissionais e da própria organização. Mito: Os irmãos devem ter tratamento igual. Antimito: A composição societária, a remuneração ou a posição hierárquica na empresa não deve ser necessariamente igual entre irmãos. A igualdade forçada pode gerar distorções - quando, por exemplo, um irmão mais dedicado recebe o mesmo tratamento que outro irmão pouco identificado com o negócio da empresa. E pior, quando as diferenças não são negociadas, normalmente geram grandes ressentimentos entre os herdeiros .

Não Deixe de Ler


O Ócio Criativo

Domenico De Masi é o sociólogo italiano que está fazendo sucesso com o conceito de ócio criativo, que dá o título a esse livro publicado no Brasil pela editora Sextante (Rio de Janeiro, 2000). Trata-se de uma entrevista concedida à jornalista italiana Maria Serena Palieri. Fácil de ler, o livro traz os conceitos fundamentais defendidos por De Masi. Fundamental para quem quer tomar conhecimento das suas idéias.




 
 




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