
| Nº
174 |
Recife, 20 de Janeiro de 2001 |
"Duvidar de tudo na Internet
é como acreditar em tudo dela.
São atitudes preguiçosas... Ambas nos dispensam de refletir."
Joelmir Beting, jornalista e colunista brasileiro de economia

Circula
na Internet (Sátira)
Como a Internet Mudou a Minha Vida
Como a Internet modificou a minha vida! Estive fazendo um
levantamento de todas as baboseiras que me enviaram pela
Internet e observei como elas mudaram a minha existência.
Primeiro, deixei de ir a bares, com medo de me envolver
com alguma mulher ligada a alguma quadrilha de ladrões de
órgãos que me roubasse as córneas, me arrancasse os dois
rins e me deixasse estirado dentro de uma banheira cheia
de gelo.
Deixei também de ir ao cinema, com medo de me sentar em
uma poltrona com seringa infectada com o vírus da Aids.
Depois parei de atender o telefone para evitar que me pedissem
para digitar *9, tivesse minha linha clonada e fosse obrigado
a pagar uma conta telefônica astronômica. Dei o meu celular
porque iriam me presentear com um modelo mais novo da Ericsson,
que nunca chegou. Então tive de comprar outro, mas o abandonei,
com medo que as microondas me dessem câncer no cérebro.
Deixei de comer vários alimentos com medo dos estrógenos.
Parei de comer galinha e hambúrgueres porque eles não são
mais que carne de monstros horríveis, sem olhos, cabeludos
e cultivados em um laboratório. Abandonei o hábito de tomar
qualquer coisa em lata para não morrer contaminado pela
urina do rato. Deixei de ir aos shoppings com medo que seqüestrassem
a minha mulher e a obrigassem a gastar todos os limites
do cartão de crédito ou colocassem alguém morto no porta-malas
do automóvel dela.
Eu também doei todas as minhas poupanças à conta de Brian,
um menino doente que estava a ponto de morrer umas 700 vezes
no hospital. Participei arduamente de uma campanha contra
a tortura de alguns ursos asiáticos que tinham a bílis extraída
e de uma outra contra o desmatamento da Floresta Amazônica.
Fiquei praticamente arruinado financeiramente ao comprar
todos os antivírus existentes para evitar que a maldita
rã da Budweiser invadisse o meu micro ou que os Teletubies
se apoderassem do meu protetor de tela. Deixei de fazer,
tomar e comer tantas coisas, que quase morro desnutrido.
Cansei de esperar junto à minha caixa de correio os US$
150 mil que a Microsoft e a AOL me mandariam pela participação
de rastreio de e-mails enviados. Quis fazer o meu testamento
e entregá-lo ao meu advogado para doar os meus bens para
a instituição beneficente que recebe um centavo de dólar
por cada pessoa que anota seu nome na corrente pela luta
da independência das mulheres no Paquistão, mas não pude
entregar porque tive medo de passar a língua sobre a cola
na borda do envelope e me contaminar com as baratas incubadas
nela.
Também não ganhei um milhão de dólares, nem um porsche e
nem fiz sexo com a Nicole Kidmann, que foram as três coisas
que pedi como desejo quando recebi e encaminhei o Tantra
Mágico enviado pelo Dalai Lama lá da Índia. E como se não
bastasse terminei acreditando que tudo de ruim e de injusto
que me aconteceu é porque quebrei todas as correntes ridículas
que me enviaram e acabei sendo amaldiçoado.
Resultado: estou em tratamento psiquiátrico.
NOTA IMPORTANTE: Se você não enviar esta mensagem a pelo
menos 10 pessoas, nada irá te acontecer. No entanto as mentiras
e baboseiras continuarão infernizando a sua vida em 2002,
por falta de informação e esclarecimento. Não se deixe influenciar
por elas. Delete-as. Se até as baleias podem ser salvas
por que não a Internet? Em 2002, salvemo-nos!
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O Que Quer
Dizer Mesmo?
Call Center
Call Center é um centro de atendimento telefônico, montado para centralizar
o relacionamento com clientes que entram em contato com a empresa. É
coordenado pela própria empresa ou, seguindo uma tendência crescente,
por operadoras especializadas, que contam com grande número de linhas
telefônicas, atendentes e computadores para acesso às informações contidas
nos bancos de dados dos clientes. O Call Center é uma importante ferramenta
de atendimento ao consumidor, o qual pode tirar dúvidas, dar sugestões
ou fazer críticas ao produto e à marca. Ajuda a fidelizar o consumidor
e pode evitar que pequenas queixas se transformem em problemas maiores,
aperfeiçoando o relacionamento entre empresa e cliente.
Com Estilo
Sapatos
O sapato, apesar de ser uma peça essencial na indumentária masculina
e feminina, às vezes é negligenciado no uso cotidiano. Não é raro se
ver uma pessoa com um sapato inadequado (em contraste com a roupa que
veste) ou, o que é pior, com o sapato malcuidado. Aliás, o sapato malcuidado,
arranhado ou sujo é, certamente, um fator de péssima recomendação para
qualquer pretendente ou ocupante de cargo gerencial ou técnico. O sapato
adequado não precisa ser caro ou sofisticado, basta não ser flagrantemente
destoante da roupa usada e, fundamental, deve estar bem cuidado (sobretudo
limpo). Dizem os especialistas no assunto que nenhum sapato, por questões
de higiene, deve ser usado dois dias seguidos. Depois de usado, o sapato
deve descansar em local arejado no mínimo por um dia. Por isso, é recomendável
ter-se, pelo menos, dois pares, se possível de cores e/ou modelos diferentes
para usar no trabalho. Para quem quiser ter idéia de como pode ser dramática
a ausência de um sapato adequado, vale a pena conhecer a peça do teatrólogo
paulista Plínio Marcos (1933-1999), Dois Perdidos Numa Noite Suja, a
terceira mais representada no Brasil e sucesso em vários outros países.
Você sabia?
Pesquisa Polêmica
Uma pesquisa divulgada pela AC Nielsen Brasil mostra que 41% dos consumidores
brasileiros são influenciados em sua decisão de compra pelo melhor preço
oferecido. O estudo mostrou ainda que apenas 29% das pessoas são motivadas
a comprar um determinado produto pela publicidade, 23% por folhetos
promocionais e apenas 2% pela marca. Para o diretor da AC Nielsen, Vinícius
Costa, os dados da pesquisa alertam para a necessidade de investimentos
nas marcas e na imagem da empresa, já que os produtos estão cada vez
mais parecidos e com qualidade semelhante. Mas o levantamento gerou
polêmica. Um dos maiores especialistas em marcas do País, o consultor
Jaime Troiano, classificou a pesquisa como "ingênua". "Em média, 70%
das decisões de compra antecedem o ponto-de-venda. Ninguém escolhe a
noiva no altar", reagiu. Fonte: Valor Econômico


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