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174 |
Recife, 20 de Janeiro de 2001 |
"Duvidar de tudo na Internet
é como acreditar em tudo dela.
São atitudes preguiçosas... Ambas nos dispensam de refletir."
Joelmir Beting, jornalista e colunista brasileiro de economia

Investindo
na Segurança Digital
Embora a Informática seja uma ferramenta indispensável no
dia-a-dia de qualquer organização, poucas pessoas dão a
atenção adequada a um fator muito importante: a segurança
digital. Ao contrário do que se pensa, proteger o seu sistema
e, conseqüentemente, suas informações de ameaças externas
- como vírus, hackers ou curiosos - não deve ser uma preocupação
apenas das grandes corporações. "A falta de cuidado com
a segurança eletrônica evidencia falta de visibilidade do
problema e de suas implicações", observa o consultor André
Cardoso, da HSBS Soluções em Informática, integrante da
Rede Gestão.
Os vírus de computador são alguns dos inimigos mais conhecidos
e perigosos das redes corporativas, devido à velocidade
com que se alastram. Mas uma ameaça muito mais preocupante,
segundo o consultor, é simplesmente deixada de lado pelos
administradores de rede: as falhas de segurança, especialmente
as dos sistemas operacionais Win9X, comumente usados pela
empresas. "Configurados da forma padrão, como na grande
maioria do casos, os sistemas operacionais e os aplicativos
tornam o computador um alvo fácil para invasores digitais",
constata.
Para André, pouca gente percebe que toda a informação que
circula dentro da empresa pode estar à mercê de "terroristas",
"oportunistas" ou "curiosos" eletrônicos, sejam especialistas
ou inabilitados. "Apesar de não parecer, alguns tipos de
invasão são extremamente simples em sistemas desprotegidos",
diz. Entre os problemas causados por esses ataques estão:
(1) Indisponibilidade - quando dados, programas e/ou equipamentos
deixam de estar disponíveis, sendo apagados ou danificados.
(2) Perda de confiabilidade - quando dados são modificados,
passando a conter informações incorretas, ou seja, não confiáveis.
(3) Perda de privacidade - quando dados são acessados por
pessoas não autorizadas.
A popularização das conexões dedicadas à Internet (Velox,
ApartNet, Rádio, etc.) veio agravar ainda mais o problema,
já que o computador fica "aberto" para a Internet por horas
ou dias seguidos, com velocidades bem maiores, tornando
as redes de qualquer tamanho ou complexidade muito mais
atraentes para invasões.
O primeiro passo para quem pretende defender-se das ameaças
digitais é investir na instalação de sistemas de firewall
(servidores de acesso com segurança). Esses sistemas, antes
objeto de preocupação de grandes empresas, consistem em
políticas e recursos de hardware e software que visam proteção
e/ou restrição do acesso às informações disponíveis em uma
rede de computadores que, hoje em dia, qualquer empresa,
independentemente do tamanho que tem, deve, para o seu bem,
adotar. "Essas soluções são indicadas para interligação
da rede privada à rede Internet", explica André. Na opinião
do consultor, para preservar os sistemas e as informações
de ataques e acessos não autorizados é necessária a adoção
de, pelo menos, um firewall.
Caso contrário, a organização deixa à mercê do "mundo mau",
transformando em "coisa pública", no pior sentido do termo,
aquilo que, hoje em dia, além de confidencial, é, para cada
vez mais pessoas, o bem mais importante de que dispõem:
o acervo de informações digitais.
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Dizem Que
Não Deu Tempo
Num desses milhares de comícios políticos que acontecem pelo interior
em época de eleição, um candidato a deputado, tentando sair da mesmice,
pegou o microfone e bradou para a platéia: "Ladrões!". Depois de alguns
segundos de silêncio, ante a expectativa geral, emendou: "Vocês roubaram
o meu coração". Sucesso total. Na cidade seguinte, alguns copos depois,
sapecou: "Ladrões!". Silêncio. Animado com o suspense, foi em frente:
"Safados!, filhos da..." Antes que concluísse, recebeu a primeira pedrada.
Em seguida, o palanque veio abaixo pelas mãos da multidão enfurecida.
Moral da história: cuidado com os truques que dão certo numa situação;
a platéia seguinte pode não ter o mesmo senso de humor ou a mesma paciência.
Dica Importante
Para Segurar o Cliente
Quer seduzir o cliente e segurá-lo? Veja as principais regras que podem
ajudá-lo a prestar um bom serviço, segundo a revista Exame.
1. Vá além do seu umbigo - A qualidade é definida pelo cliente e, não,
pelos critérios internos da empresa. Portanto, ouça sempre o que os
consumidores têm a dizer.
2. Prepare um bom feijão-com-arroz - É melhor fazer o básico direitinho
do que prometer fantasias impossíveis de realizar.
3. E, depois, surpreenda! - Quando se trata de serviços, não dá para
ficar estacionado, procure fazer o que o cliente não espera.
4. Organize a equipe - As pessoas que vão prestar serviços são elementos-chave.
A criação desse time não deve ser deixada ao acaso.
5. Ponha em prática o tal empowerment - Os líderes de uma empresa prestadora
de serviços devem ter em mente que seus funcionários precisam de autonomia.
6. Cuide dos processos - Oferecer bons serviços depende tanto de funcionários
bem treinados quanto de sistemas azeitados.
7. Jogue limpo - Os clientes esperam que as empresas os tratem de maneira
justa e não mudem as regras no meio do caminho.
8. Ouça a voz interior - Sabe aqueles funcionários que ficam na linha
de frente, em contato direto com o cliente? Dê ouvidos ao que eles dizem.
9. Faça o consumidor confiar em você - A confiabilidade é fundamental.
Se um serviço não é confiável, o resto pouco importa para o cliente.
10. Pisou na bola? Corrija rapidamente - Pior do que um problema num
serviço é um problema que demora a ser resolvido.
Desmontando Mitos
Nem Sempre o "de fora" é Melhor
Mito: As empresas devem contratar profissionais "de fora" para estimular
mudanças fundamentais. Antimito: Nem sempre é preciso trazer "de fora"
o "gerente" das mudanças. Pode-se ter um excelente desenvolvimento interno
de um modelo de gerenciamento competente para lidar com os desafios
da empresa. E, com isso, identificar profissionais com a credibilidade
necessária para estimular e conduzir a equipe.


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