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167 |
Recife, 02 de Dezembro de 2001 |
"Nunca diga às pessoas
como fazer as coisas.
Diga-lhes apenas o que quer que elas façam
e ficará surpreso com sua engenhosidade."
George S. Patton, 1885-1945, general norte-americano

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A Arte de Delegar
Saber delegar é uma habilidade indispensável a um bom gerente.
Entretanto, é comum encontrar, em empresas e organizações, equipes
insatisfeitas e talentos subaproveitados, devido à resistência
do gerente em repassar tarefas ou à delegação feita de forma
equivocada. Nesta entrevista, a consultora Fátima Guimarães,
da TGI Consultoria em Gestão, integrante da Rede Gestão,
fala sobre a importância da delegação para o desenvolvimento
das equipes, os riscos de ser um gerente centralizador e dá
dicas de como delegar com eficiência.
Qual a importância da delegação para o bom desempenho da
equipe de trabalho?
A delegação é uma ferramenta gerencial fundamental para o desenvolvimento
de uma equipe de trabalho (que é a essência da função gerencial).
Em primeiro lugar, porque desenvolve a co-responsabilidade,
o primeiro passo para o desenvolvimento da autonomia da equipe.
Em segundo, porque, quando feita adequadamente, estimula a iniciativa
e a criatividade.
Alguns gerentes demonstram muita resistência em delegar tarefas.
Por quê?
Delegar não é fácil. Especialmente para quem tem um perfil com
tendência ao perfeccionismo ou à centralização. Para essas pessoas,
é mais fácil fazer. Também têm dificuldades, nesse campo, gerentes
com pouca habilidade "pedagógica", que não conseguem "passar
as tarefas" ou não têm paciência para explicar uma, duas, três
vezes a mesma coisa, até conseguir um resultado dentro do padrão
desejado. Há ainda o caso, embora mais raro, de gerentes que
simplesmente não suportam constatar que alguém da sua equipe
seja capaz de fazer determinado trabalho melhor do que ele.
Delegar é um importante poupador de tempo para o gerente, mas
requer um trabalho inicial para estabelecer a sintonia necessária
e um acompanhamento constante e persistente.
Quais os riscos de ser centralizador em excesso?
O gerente centralizador é, antes de tudo, um solitário a quem
cabe fazer quase tudo. Isso acarreta deixar de cuidar do que
é essencial no exercício do seu papel de liderança para cuidar
de coisas que poderiam ser repassadas para a equipe. Ela fica
relegada a um segundo plano, geralmente envolvida em tarefas
rotineiras e sem espaço para desenvolver-se. Os resultados,
em geral, são prejudicados, especialmente pela ausência das
contribuições que poderiam enriquecer o trabalho e pelos efeitos
nocivos da sobrecarga do gerente, que afetam a qualidade da
tarefa.
Como definir o que deve ou não ser delegado?
Tarefas consideradas "estratégicas" devem ser delegadas? Delegar
requer muitos cuidados, sendo o principal deles a escolha do
que e a quem delegar. Não se trata de, simplesmente, "empurrar"
tarefas que o gerente não quer ou não pode fazer. Acho que são
necessários alguns cuidados, como:
1. Escolher a quem delegar um determinado tipo de serviço, ou
seja, considerar o perfil e as habilidades de quem vai receber
o trabalho.
2. Certificar-se de que a tarefa foi bem repassada; é muito
mais produtivo quando a pessoa conhece os objetivos daquilo
que está fazendo, o contexto em que a tarefa está inserida,
do que saber apenas a parte que lhe cabe.
3. Contratar os prazos e o padrão de qualidade da tarefa; o
que significa não correr o risco de ter um ótimo trabalho fora
do prazo (a história da fantasia que fica pronta na quarta-feira
de cinzas) ou ter antecipado um trabalho que precisa ser refeito.
4. Ter sempre em mente que, como gerente, a responsabilidade
pelo resultado final continua sendo sua e, portanto, não dá
para só na última hora ir ver se está pronto. Por isso, um acompanhamento
durante a realização do trabalho não é só importante, é essencial.
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Legislação e Jurisprudência
Quem precisa de informações sobre questões relativas à legislação e
jurisprudência, nas áreas tributária, previdenciária e trabalhista pode
contar com a página da Fisco Soft (www.fiscosoft.com.br). A atualização
diária informa com agilidade a publicação e as alterações de atos legais,
normativos, medidas provisórias, decisões em processo de consulta, agenda
de obrigações fiscais e outros tipos de dados. O site se define como
o maior acervo de legislação tributária do País. Alguns serviços podem
ser personalizados, de acordo com a necessidade da empresa, mas é preciso
fazer o cadastro e pagar uma mensalidade. .

Não Leve a Noiva
As festas de confraternização de final de ano são um campo fértil para
as gafes. Por isso, tome alguns cuidados para agir corretamente e não
arranhar a sua imagem. Se você receber um convite individual para coquetel,
almoço ou jantar de confraternização, não apareça com a namorada(o),
esposa(o), filhas(os), sogra(o) ou toda a família. É muito deselegante.
Se o anfitrião fez questão de destacar que o convite é "Individual",
não se faça de desentendido. Isso é feio e todo mundo percebe. Confirme
sua presença e vá sozinho.

Caramuru e Xangô
Dois filmes nacionais bons e bem-humorados, aliando divertimento e boa
referência histórica: Caramuru, a Invenção do Brasil e Xangô de Baker
Street. Passados em épocas históricas diferentes (Caramuru, na época
do Descobrimento e Xangô, no final do Império) são exemplos da boa fase
por que passa o cinema brasileiro. Caramuru, feito originalmente para
a televisão, tem a competente e criativa direção de Guel Arraes e música
de Lenine. Xangô é baseado no livro de Jô Soares e tem música de Edu
Lobo e Chico Buarque. No circuito comercial. Imperdíveis.
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