Nº 165 Recife, 18 de Novembro de 2001

"A verdadeira dificuldade não está em aceitar idéias novas.
Está em escapar das idéias antigas."
John Maynard Keynes, 1883-1946, economista inglês


Planejando Estrategicamente o Futuro da Empresa


Você já parou para pensar qual o principal desafio da sua empresa no próximo ano? Quais as prováveis dificuldades e como se preparar para enfrentá-las? O que é preciso fazer para se diferenciar dos concorrentes e crescer? Responder a essas perguntas, longe de ser um exercício de futurologia, é uma atitude cada vez mais necessária nas organizações preocupadas com o bom desempenho e a competitividade. Elas adotam o Planejamento Estratégico, uma ferramenta indispensável para a empresa que quer garantir um lugar no futuro, seja qual for o seu tamanho ou área de atuação.

"O Planejamento Estratégico deve ser feito pelo menos uma vez ao ano, de preferência no final, para traçar os objetivos e as metas do ano seguinte, definindo um projeto consistente para a organização", diz o consultor Francisco Cunha, diretor da TGI, integrante da Rede Gestão. Ao adotar essa ferramenta de gestão, é possível conhecer suas forças e fraquezas; identificar as ameaças e oportunidades do mercado; e, a partir daí, definir prioridades e planejar ações.

"A empresa sem planejamento é como um barco à deriva, sem rumo, que não age, apenas reage às marés e ao vento", compara Francisco. Quem não planeja o seu futuro torna-se mais vulnerável às oscilações e mudanças no mercado. Gasta mais tempo, energia, trabalho e dinheiro enfrentando problemas que poderiam ter sido antecipados. Enquanto isso, o concorrente pode estar ganhando terreno apenas por ter feito a lição de casa, executado um planejamento estratégico eficiente.

Não há um modelo fechado, mas o Planejamento Estratégico usualmente passa por quatro fases: (1) Avaliação Estratégica. Identificação dos principais aspectos facilitadores (oportunidades) e dificultadores (ameaças) encontrados no ambiente externo. E também na identificação dos aspectos facilitadores (forças) e dificultadores (fraquezas) encontrados no ambiente interno da empresa. (2) Definição das Prioridades. Consiste basicamente em responder à pergunta: o que não pode deixar de ser feito pela empresa para fazer frente às ameaças e às fraquezas e para potencializar as oportunidades e as forças? (3) Programação das Ações. Deve-se definir como fazer (as ações necessárias), quem vai fazer (os responsáveis por sua realização), quando vai ser feito (os prazos de realização) e quanto vai custar (os recursos financeiros necessários). (4) Monitoração. O acompanhamento permanente das etapas anteriores é que vai garantir os bons resultados.

"O Planejamento Estratégico permite a construção de um projeto comum, que pode ser visualizado e compartilhado por todos os integrantes da equipe responsável pela gestão da empresa. Funciona como um roteiro de viagem, que pode e deve sofrer ajustes ao longo do caminho, mas que é imprescindível ter quando se pretende chegar a algum lugar desejado", afirma Francisco Cunha.



Na Ponta da Língua


"Possa Ser" é um Horror

Este é um erro grave, mas bastante comum. Preste atenção e nunca, mas nunca mesmo, diga "possa ser", no sentido de "é possível". "Possa ser que ele vá à reunião", ou "possa ser que a entrega do produto atrase". Está errado. O certo é "pode ser": "pode ser que ele vá" ou "pode ser que a entrega do produto atrase".
Não Deixe de Ver


O Ano em que Vivemos em Perigo

O Ano em que Vivemos em Perigo (1983), dirigido por Peter Weir, com Mel Gibson e Sigourney Weaver. Em 1965, na Indonésia, às vésperas do golpe de Estado comunista contra o general Sukarno, um correspondente estrangeiro conhece os problemas do país através de um fotógrafo indonésio e inicia um relacionamento com uma funcionária da embaixada britânica. Muito bem filmado, vale a pena ver as corretas atuações dos iniciantes Gibson e Weaver.

Conect@do


Redigindo E-mails de Negócios

O e-mail acaba de fazer 30 anos e tornou-se uma ferramenta indispensável no dia-a-dia da maioria dos profissionais. Mas nem todos sabem utilizá-lo de maneira adequada. Veja as dicas do consultor inglês Jonathan Whelan, autor do livro Redigindo E-mail de Negócios, (Market Books) para usá-lo de forma eficiente no ambiente de trabalho.
1. Preencha o campo "Assunto" com um resumo objetivo da mensagem. Evite gracinhas e intimidades.
2. Uma saudação como "Caro fulano" ajuda a confirmar ao destinatário que a mensagem é realmente enviada para ele.
3. Mensagens longas devem ser estruturadas com introdução, desenvolvimento e conclusão. Utilize linhas em branco entre a saudação, os parágrafos e sua assinatura.
4. Evite termos pomposos ou antiquados como "supracitado", "não obstante", "outrossim", "data vênia", "para sua inestimável apreciação" e similares.
5. Não escreva os textos somente em maiúsculas ou minúsculas. As primeiras podem parecer agressivas e as segundas podem dar a impressão de que você estava com pressa ou com preguiça.
6. Se a apresentação gráfica da mensagem tiver importância, será mais indicado enviar em arquivo anexado. O sistema de e-mail do destinatário pode não converter alguns formatos enviados por você.
7. Sempre assine o e-mail, identificando-se com o seu nome, função e empresa. Se for necessário, inclua também outras informações, como sua cidade ou telefone de contato.


 
 




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