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164 |
Recife, 11 de Novembro de 2001 |
"A esperteza quando é
demais vira bicho e termina engolindo o espertalhão."
Tancredo Neves, 1910-1985, político mineiro

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Transformando Fornecedores
em Parceiros
Alguém uma vez descreveu os fornecedores como amáveis vizinhos
de porta. Eles mantêm sua própria casa, mas têm interesse em
ver se a propriedade do vizinho também está em ordem. Um bom
fornecedor realmente deseja e se empenha para que você obtenha
sucesso. Porém, algumas empresas criaram relacionamentos tensos
com seus fornecedores, por não saber como lidar com eles. Veja,
abaixo, dez dicas para transformar seus fornecedores em parceiros,
segundo Sam Deep e Lyle Sussman, autores do livro Como Tornar-se
um Líder Eficaz:
1. Equilibre preço e qualidade - Se seu único critério para
selecionar um fornecedor for o preço mais baixo, talvez você
pague caro a longo prazo. Leve em consideração o preço, mas
não à custa de fatores como receptividade, cumprimento de prazos,
custos de expedição de mercadorias, qualidade dos materiais,
treinamentos para usuários, entre outros quesitos.
2. Compartilhe sua missão e visão de negócio - Seus fornecedores
devem saber em que você acredita e por que acredita nisso. Seus
valores e crenças ajudam a definir o relacionamento que vocês
desenvolvem com o tempo.
3. Ajude seu fornecedor a ajudá-lo - Essa relação pode ser definida
como uma simbiose, ou seja, uma interdependência mútua. Descubra
o que você e seus funcionários podem fazer para que seu fornecedor
possa servi-lo melhor.
4. Delineie uma declaração de expectativas - Antes de se relacionar
com novos fornecedores, diga-lhes detalhadamente o serviço que
espera. Peça-lhes um conjunto recíproco de expectativas - o
que precisam de você e seus funcionários para cumprir as exigências
do serviço.
5. Discuta questões confidenciais e conflitos de interesse -
Se seu fornecedor também está vendendo para o seu concorrente,
que garantias você pode ter de que suas informações particulares
serão protegidas? Antes que um fornecedor possa esperar receber
um tratamento válido de sua parte, os dois lados devem discutir
e entender claramente essa questão.
6. Compartilhe com fornecedores de confiança os resultados das
reuniões de planejamento estratégico - Isso faz com que importantes
fornecedores declarem como podem ajudá-lo a alcançar as metas
da empresa a longo prazo, e isso também os alerta para suas
futuras necessidades de recursos.
7. Convide fornecedores talentosos para comemorações da empresa
- Integre fornecedores "especiais" à cultura de sua empresa.
Deixe que os funcionários os vejam em festas e confraternizações.
Seus fornecedores se sentirão como uma extensão da família e
tentarão satisfazer muito mais você e seus clientes.
8. Leve-os a uma visita por suas instalações - Dê a seus fornecedores
uma visão dos bastidores, mostre como você faz o que faz. Eles
precisam entender completamente o que acontece com os produtos
deles em suas instalações.
9. Peça idéias sobre como melhorar produtos ou processos - Os
fornecedores levam uma perspectiva diferente - que pode melhorar
bastante o que você faz e como faz. Solicite suas recomendações
de quaisquer iniciativas nas quais eles tenham know-how. É como
contratar um consultor de graça.
10. Solicite treinamento técnico para sua equipe - Quais as
formas mais eficientes para utilizar um novo pacote de software?
Ou para armazenar uma determinada matéria-prima? Que tendências
estão surgindo? Os fornecedores podem responder a perguntas
como essas e oferecer treinamento sobre as melhores formas de
usar seus produtos ou serviços.
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Brasileiros Vão ao Banco pela
Internet
De acordo com a prévia da quarta edição da pesquisa Cyberstudy, divulgada
pela AOL Brasil, os brasileiros são os que mais utilizam serviços bancários
on-line (49% dos entrevistados), seguidos dos norte-americanos (29%)
e japoneses (14%). O estudo também mostrou que 41% dos internautas ouvidos
utilizam a Internet há um período que varia de um a três anos, enquanto
36% deles navegam há mais de três anos. Outro dado interessante descoberto
pela pesquisa aponta que, para 71% dos internautas brasileiros, a web
é uma necessidade em suas vidas. Essa mesma afirmação foi feita por
69% dos japoneses, 52% dos canadenses, 46% dos franceses e 40% dos norte-americanos.

A Cartada Final
EThe Score, EUA, 2001. Direção de Frank Oz, com Robert De Niro, Edward
Norton e Marlon Brando. Um sofisticado ladrão de jóias prepara-se para
se aposentar e viver uma vida pacata quando é tentado por uma oferta
mais do que atraente para um último e rendoso trabalho. A partir daí,
desenrola-se a trama. Boa direção e boa interpretação dos três excelentes
atores. Vale a pena atentar para o minucioso preparo da operação e para
a tentativa, muito comum na vida real, de um personagem querer ser o
mais sabido de todos e se dar mal. Interessante também é uma tirada
filosófica do personagem de De Niro quando perguntado, diante de um
cofre supermoderno, se havia alguma maneira de desativá-lo: "se pôde
ser construído, pode ser destruído". No circuito comercial.

Videoconferência contra o Terrorismo
O medo de enviar executivos em viagens de negócio, tanto por razões
de segurança quanto por corte de gastos, tem levado as companhias a
investir cada vez mais em produtos de vídeo pela Internet. Desde os
atentados contra os Estados Unidos, tecnologias como a videoconferência
têm sido amplamente usadas pelas empresas. O gerente geral da RealNetworks,
empresa produtora de vídeos para Internet, Steve Lea, diz que, depois
dos atentados terroristas do dia 11 de setembro, o número de pedidos
cresceu entre quatro e cinco vezes.
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