Nº 154 Recife, 09 de Setembro de 2000

"Quem pára de aprender envelhece, tenha 20 ou 80 anos.
Quem continua aprendendo se mantém jovem."
Henry Ford, 1863-1947, industrial norte-americano



Idade e Mercado de Trabalho

   Para quem já passou dos quarenta anos, conseguir uma boa colocação no mercado de trabalho exige uma grande dose de perseverança. No Brasil, o preconceito em relação à idade faz com que as chances de obter um bom emprego diminuam à medida em que os anos passam e a experiência aumenta. "Enquanto em outros países a experiência é um ativo pessoal, no Brasil é um passivo profissional", constata a consultora Georgina Santos, da Ágilis Consultoria, integrante da Rede Gestão.

Na opinião da consultora, a idade traz diferenciais importantes como o acúmulo de conhecimento e melhor capacidade de enfrentar situações diversas, já vivenciadas anteriormente no ambiente de trabalho. No entanto, observa, a nossa cultura valoriza pouco essas características, destacando bem mais os aspectos negativos do profissional de meia idade, como a maior proximidade da aposentaria ou o fato de ter "menos pique e energia" que colegas mais novos. Essa atitude, ainda muito comum pode, segundo Georgina, repercutir negativamente no desempenho da organização. "Uma equipe de trabalho focada no conceito de times competitivos deve ter espaço para jovens talentos e também contar com profissionais mais maduros e experientes", orienta . "É dessa diversidade que forma-se o diferencial, tão necessário nesses tempos de extrema competição".

Os profissionais que já entraram na casa dos "enta" também devem estar atentos para não cometer erros que reforcem o preconceito já existente. É preciso adotar uma postura profissional diferenciada, mais flexível e aberta a inovações. "O terror do empresário é aquele profissional que acha que já sabe tudo, tem as soluções prontas e pouca disponibilidade para aprender ou inovar", diz Georgina. Claro que a experiência é fundamental, mas é preciso ter flexibilidade para lidar com novas situações, sem carregar o "ranço" das experiências anteriores.

Por enquanto, a discriminação a profissionais que já passaram dos quarenta ainda é um fato comum nas empresas brasileiras. Edilanne Macedo, 42 anos, é um exemplo dessa realidade. Depois de trabalhar 25 anos nas áreas financeira e administrativa de diversas empresas, enfrentou uma enorme dificuldade em recolocar-se no mercado de trabalho. "Participei de inúmeras entrevistas, me cadastrei em várias agências de empregos mas, apesar de minha grande experiência, sempre esbarrei na o limite da idade", conta. "Infelizmente, nosso país condecora seus filhos quarentões com a medalha da inutilidade".



Na Ponta da Língua


Nunca Diga "Menas" nem "Perca"

Alguns erros de português provocam estragos devastadores na imagem do profissional. Entre os mais graves estão o uso equivocado de duas palavrinhas que ainda confundem muita gente. Nunca, mas nunca mesmo, diga "menas" ou use "perca" como substantivo.
Menas - Apague essa palavra de seu dicionário. "Menas" não existe. O correto é "menos", mesmo que a palavra seguinte venha no feminino: menos escolas, menos pobreza, menos denúncias de corrupção.
Perca - Nunca utilize "perca" como substantivo, no sentido contrário de "ganho". O certo é "perda": perda de material, perda de poder aquisitivo, perda de memória. "Perca" é verbo (sentido contrário de encontrar): não se perca de mim, não perca credibilidade falando errado.

Conect@do


Satisfação Alta, Uso baixo

A satisfação dos executivos brasileiros com o uso da Internet é mais alta do que a média mundial, segundo um levantamento da Bain & Company. Entre executivos do mundo todo, 70% acham que a empresa não está usando todo o potencial da Internet. Entre os brasileiros, apenas 54% acham o mesmo. Por outro lado, enquanto 49% de todos os entrevistados disseram que estão expandindo muito suas capacidades de e-commerce, apenas 44% dos brasileiros dizem o mesmo.


Com Estilo


À Mesa com Elegância

É importante saber portar-se corretamente à mesa, em um jantar ou almoço de negócios. Veja algumas dicas:
1. Guardanapos de tecido devem ser colocados sobre os joelhos, desdobrados. Se o guardanapo for de papel, deixe-o ao lado do prato.
2. Se houver muitos talheres, procure utilizá-los de fora para dentro.
3. Não encha muito o prato. O ideal é fazer porções médias e repetir, se houver vontade. Nunca mistures todas as comidas no prato de uma só vez.
4. Parece óbvio, mas muita gente ainda comete um erro básico: falar com a boca cheia. Nunca fale enquanto estiver mastigando, nem mastigue de boca aberta.
5. Nunca palite os dentes à mesa. Danuza Leão diz que palito, se não tiver outro jeito, só deve ser usado no banheiro e no escuro.


As Especialidades da Gestão Competitiva

Torna-se cada vez mais complexa a manutenção, de forma competitiva, da empresa no mercado. Não existe apenas um fator que determine essa condição. É necessária a compreensão dos diversos aspectos que colaboram para a gestão competitiva do negócio.

Isso requer da empresa o desenvolvimento de capacidades antes não exigidas, entre elas, a de entender, em toda a sua extensão, o contexto em que o negócio está inserido e desenvolver especialidades próprias. No ambiente empresarial, essas especialidades tornam-se o diferencial competitivo.

Assim, é preciso investir na identificação dessas especialidades, pois as empresas, como as pessoas, são diferentes umas das outras.

O fenômeno ocorrido com os produtos em relação às semelhanças de características e especificações, provavelmente, também ocorrerá com as empresas, devido à adoção de modelos padronizados de gestão que acabam promovendo muita semelhança de atuação.

Daí, a importância da identificação do diferencial, da personalidade, do estilo próprio de cada negócio. No ambiente com o número crescente de empresas, é fundamental buscar essa diferença. Não basta ser mais uma empresa, é preciso ser única, procurar ter algo especial que as outras não têm.

Essas especialidades devem ser desenvolvidas e acompanhadas sistematicamente. A construção dessas especialidades se dá através das pessoas que compõem a empresa, pois a especialidade da gestão empresarial é a soma das especialidades da sua equipe.

Edna Monteiro
Consultora em Gestão Empresarial,
sócia da E&R Consultoria.




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