Nº 151 Recife, 12 de Agosto de 2000

"A economia freqüentemente nada tem a ver com o montante
de dinheiro investido, mas com a sabedoria com que se gasta."
Henry Ford, 1863-1947, industrial norte-americano



Administrando as Finanças Pessoais

    Chegar ao final do mês no limite do cheque especial, acumular dívidas no cartão de crédito ou gastar muito mais do que o salário permite. O descontrole na administração das finanças é um problema que, ao contrário do que se pensa, não prejudica apenas a vida pessoal. Um orçamento doméstico desequilibrado costuma ter reflexos negativos no ambiente de trabalho, gerando queda no rendimento, baixa produtividade e desmotivação nos profissionais. "É cada vez maior o número de empresas que buscam assessoria para organizar as contas pessoais de seus executivos", constata a consultora Georgina Santos, da Agilis Seleção, integrante da Rede Gestão.

Em alguns processos de seleção, o descontrole nas finanças pessoais pode, até mesmo, minar as chances de um candidato bem preparado. "A maneira com que o profissional lida com o dinheiro é observada com atenção", diz a consultora. "Como ele poderá cuidar de contas da empresa se não administra bem suas contas pessoais?"

Para Georgina, o descontrole muitas vezes tem um motivo simples: falta de planejamento. Muitas pessoas gastam o seu salário em inúmeras pequenas despesas e, ao final do mês, não têm idéia de como o dinheiro não deu. O primeiro passo, segundo ela, é fazer um orçamento, anotando todos os gastos, diariamente. Dessa forma, é possível, ao final do mês, visualizar todas as despesas e, a partir daí, reorganizar os gastos.

Algumas atitudes podem ajudar nesse processo. (1) Evite comprar por impulso. Compras não planejadas são os principais vilões de um orçamento desequilibrado. Siga esse conselho por trinta dias e veja a diferença. (2) Saque apenas o necessário no caixa eletrônico. Evite andar com uma grande quantia na carteira. Faça uma estimativa real dos seus gastos por semana - almoços, lanches, gorjetas - e saque. (3) Ande com poucas folhas no talão de cheque. Isso fará você pensar duas vezes antes de usá-lo. (4) Mantenha apenas um cartão de crédito. (5) Prefira o cartão ao cheque pré-datado ou pagamento em espécie. O cartão registra os seus gastos e permite um controle maior das despesas. É o ideal, desde que não haja juros.

Em alguns casos mais graves, segundo a consultora, é necessário definir uma estratégia de emergência para saldar as dívidas, sair do vermelho e, então, adotar o hábito de planejar e controlar as despesas. "O ideal é que, ao final do mês, o profissional consiga economizar entre 10% e 20% do seu salário, qualquer que seja o salário", orienta.



Não Deixe de Ler


Tecnologia de Atendimento

Nas últimas quatro semanas, a Coluna Desafio 21 publicou uma série sobre Tecnologia de Atendimento, com dicas e informações destinadas a profissionais que desempenham atividades de prestação de serviços. Para quem quiser saber mais sobre o assunto uma boa dica é o livro, do qual o conteúdo publicado foi sintetizado, "Tecnologia de Atendimento - A Cultura da Prestação de Serviços na Prática de Assessoria e Consultoria", (Edições INTG/autores: Cármen Cardoso e Francisco Carneiro da Cunha). Indo além do entendimento cartesiano de atendimento, o livro busca referências na Psicanálise para propor um conjunto de técnicas destinadas a profissionais que desejam prestar um atendimento marcado pela qualidade. Para adquirir, ligar (81) 3427.1740.

Aconteceu Comigo


Uma "Pequena" Diferença

Severino Queiroz, o famoso Sr. Queiroz, fundador e presidente da Ampla Comunicação, conceituada agência de propaganda pernambucana que completou, em 2001, 25 anos de vida, informa à coluna que, no início da empresa, passou por uma situação em tudo semelhante àquela narrada no Circula na Internet publicado na edição de 22.04.2001 (Viva a Diferença!!! Seja a Diferença!!!). Promoveu um contínuo da agência por merecimento e foi procurado por outro, mais antigo, que sentiu-se prejudicado e queria o mesmo aumento concedido ao colega mais novo. Para mostrar a razão de sua decisão, Sr. Queiroz pediu-lhe para sacar um cheque no banco. O rapaz foi e voltou dizendo que o banco já tinha fechado. Em seguida, Sr. Queiroz chamou o contínuo mais novo e fez o mesmo pedido. Em pouco tempo ele já tinha voltado com o dinheiro sacado e trocado. Diante da eloquência da demonstração, o reclamante não só desistiu do pedido como, pouco tempo depois, pediu demissão.


Agenda


Bolsa para os EUA

Estão abertas, até o dia 31 de agosto, as inscrições para o Programa Hubert H. Humphrey, da Comissão Fulbright (EUA). O Programa tem como objetivo oferecer oportunidades de aperfeiçoamento a profissionais brasileiros - administradores e executivos dos setores público, privado (sem fins lucrativos) e ONGs - com experiência mínima de cinco anos em sua área de atuação e comprovado potencial de liderança. A bolsa tem duração de um ano acadêmico, nos Estados Unidos. Inscrições e informações na Associação Brasil-América (ABA), telefone (81) 3427.0200.


Compras na Internet: Como Superar o Medo dos Consumidores?

Durante o processo de compra, o consumidor tem que lidar com a sua percepção de risco de fazer uma escolha errada. "Será que as pessoas na festa vão achar este vestido bonito?" "Será que este liqüidificador realmente consegue triturar batatas?". Perguntas como essas são mais comuns do que se imagina, porque as pessoas têm receio de que um produto não apresente o desempenho esperado ou os outros não percebam nenhuma diferença no que se está usando; ou, ainda, temem encontrar o mesmo produto mais barato em outro lugar. Para lidar com essa situação, os consumidores tentam minimizar sua percepção do risco. Fazem isso buscando informações sobre os produtos, escolhendo marcas ou lojas em que confiam e até optando, muitas vezes, pelos produtos mais caros, acreditando que eles devam ser os melhores.

Analisando o relativamente novo advento do e-commerce, não consigo não pensar em percepção de risco. Quando se discute o porquê de apenas uma pequena fatia dos internautas estarem fazendo compras online - 16%, segundo pesquisa recente do Ibope -, a principal razão encontrada parece ser a falta de segurança que eles têm na rede. Contudo, será que está sendo investigado o real motivo de os consumidores verem as operações de comércio eletrônico como inseguras? Afinal, por que as mesmas pessoas que têm medo de fazer compras online são aquelas que realizam transações financeiras nos sites de seus bancos? Porque o risco é "percebido", e, quando os clientes confiam numa instituição, irão também acreditar que ela oferece total segurança.

Está na hora de se perceber que o foco do comércio eletrônico não está na tecnologia, mas nos negócios. Trata-se de mais um (potencial) canal de vendas e distribuição. Não adianta querer dar explicações técnicas aos consumidores sobre a segurança de se fazerem compras online, pois eles não irão entender. O segredo está em se construir um sentimento de confiança entre empresa e consumidor, e isso só parece possível de duas maneiras: transferindo essa confiança através do valor de uma marca para as operações virtuais e, ou demonstrando resultados.

É claro que é uma tarefa difícil. Não é do dia para noite que os internautas vão perceber que pagar a conta de um restaurante com cartão de crédito, perdendo o garçom de vista enquanto se realiza a operação, pode ser mais perigoso que utilizar o mesmo cartão numa loja virtual. Mas para tudo existe um começo e já está na hora de se mostrar que segurança na Internet não é lenda, sob o risco de que se torne uma.

André Leão, Professor da Faculdade Boa Viagem




rede@redegestao.com.br

deloitte@elogica.com.br

www.jcr.com.br


APRESENTAÇÃO | COMPETÊNCIAS | DESAFIO 21 - GESTÃO & COMPETITIVIDADE | E-MAIL | HOME