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"Os especialistas em comunicação calculam, na verdade, que apenas 10% de nossa comunicação é representada pelas palavras que emitimos. Cerca de 30% é representada pelos sons, e 60% pela linguagem corporal." Stephen R. Covey, autor de Os 7 Hábitos das Pessoas Muito Eficazes
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6 Cliques no Máximo
A maioria dos internautas desiste de navegar num site em que tenha de dar muitos cliques para encontrar o que procura. De acordo com uma pesquisa da empresa Knowledge Systems & Research, feita para a consultoria Andersen, 6 (seis) é o número máximo de cliques que os internautas geralmente suportam dar antes de se sentirem frustrados na página inicial de um site. Foram ouvidos 990 internautas, entre o final de março e início deste mês. Segundo o levantamento, as características mais valorizadas pelos internautas quando visitam um site são a facilidade de uso/navegação (78%), rapidez para carregar as páginas (67%), qualidade do conteúdo (60%) e informações atualizadas regularmente (55%). Gestão & Psicanálise
Estão abertas as inscrições para o curso Gestão & Psicanálise, promovido pelo Instituto de Tecnologia e Gestão (INTG) a partir de julho. Coordenado pelas psicanalistas Cármen Cardoso e Eliene Rodrigues, o curso pretende ajudar gestores e assessores a entender melhor, à luz da Psicanálise, questões ligadas ao dia-a-dia da organização, como liderança, autoridade, conflitos, comprometimento e autonomia. Aplicando à realidade da organização conceitos fundamentais da Psicanálise, como inconsciente, pulsão, transferência e identificação, o curso dará aos participantes mecanismos para compreender a organização sob uma nova perspectiva, mais ampla. Com isso, eles poderão trabalhar melhor o aperfeiçoamento da gestão e o desenvolvimento das equipes. Mais informações e inscrições pelos tels.: 3076.5324 (INTG) ou 3427.1740 (TGI) 60% para o Ponto-de-Venda
De acordo com João Rozário da Silva, vice-presidente comercial da Perdigão, a empresa destina 60% de sua verba de marketing a ações no ponto-de-venda. O executivo anunciou ainda que a receita da empresa nessa área cresce em média 21% ao ano desde 1994, quando investiu R$ 15 milhões, valor que aumentou para R$ 39 milhões em 2000. A informação foi dada durante apresentação do painel I have a dream - Transformando objetivos corporativos em realizações de mercado, realizada no MaxiMark 2001. Fonte: Intermanagers |
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Quem nunca passou pelo vexame de
ignorar uma certa palavra? Quem nunca ouviu uma palestra em que aqui
e ali desponta, como uma flor exótica, um termo desconhecido? Pois
é, nem sempre a linguagem serve como instrumento de comunicação. Serve
como via de exclusão, de domínio e, em sentido inverso, como fator
de coesão social. Grupos profissionais têm geralmente seu próprio
vocabulário técnico, suas expressões tradicionais e seus neologismos.
E isso é velho como o mundo, além de inerente à dinâmica da linguagem.
O problema está no uso abusivo do jargão. Com isso se cria um "cordão sanitário", relegando os outros a um inferno de silêncio e de desprezo. Insinua-se segredo e superioridade, gerando barreiras muitas vezes intransponíveis. Os outros são satanizados e como que privados de fala e comunicação. Com isso, as diferenças não são respeitadas e os limites impostos unilateralmente. O uso do "jargonês" pode indicar má-fé e vontade de domínio, sem falar que vale zero no quesito Comunicação. Os que abusam de um jargão excessivo não sabem, a rigor, ser claros, simples e diretos. Confundem simplicidade com simplificação: temem, voluntária ou involuntariamente, parecer primários e simplistas. Pecam pela incapacidade de saber traduzir conceitos e sentidos. Por outro lado, sabem que ostentam, vaidosamente, o poder da obscuridade. Não querem ou não sabem compartilhar e, muitas vezes, terminam se enganando a si mesmos, enrolados na própria mistificação lingüística a que se acostumaram. Como sugerido na conhecida frase do filósofo Jean-Paul Sartre, o usuário abusivo do jargão acha que o inferno são os outros como se os outros não lhe dissessem respeito e a comunicação não fosse algo essencialmente dialógico. Do advogado ao médico, do informático ao psicanalista, do sociólogo ao executivo, todos, se excessivamente centrados nos seus discursos de especialistas, lembrarão o mito da Torre de Babel. O inferno dessa torre, onde as línguas se confundem e ninguém se entende, é, no fundo, a solidão, esse castigo terrível com que sempre se puniu os maiores criminosos, tornando-os incomunicáveis. Que o jargão se circunscreva a um uso inevitável e sensato ou circule apenas entre os próprios pares. Pois é irritante e inútil sair por aí ouvindo e lendo palavras deslocadas de seus contextos, como feras ameaçadoras que tivessem escapado de cavernas infernais. Assombrações que não têm o direito de fazer medo a ninguém. Paulo Gustavo, sócio da Consultexto |
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