Nº 131 Recife, 25 de Março de 2000

"O segredo do marketing é a arte de criar uma marca valiosa.
Sem ela, torna-se muito fácil copiar o produto."
Philip Kotler, mestre do Marketing


A Internet e as Marcas


Em meio ao advento da Internet e ao seu avançado desenvolvimento, as milhares de marcas recentemente introduzidas no mercado acabaram por tornar a disputa pela atenção e pelo bolso do consumidor mais acirrada do que nunca. No entanto, seria ingênuo acreditar que o principal impacto da Internet resume-se a adicionar mais jogadores ao "jogo-das-marcas", principalmente porque muitos morrem tão rápido quanto nascem. "O real impacto da Internet tem sido mudar as regras do jogo muito mais do que o número de jogadores", afirma a consultora da JCR & Calado Consultores, empresa associada à Deloitte Touche Tohmatsu, Sílvia Uchoa Cavalcanti.

No começo da era da Internet, estar on-line era sinônimo de avanço e inovação. Hoje em dia, no entanto, quando todos já se encontram na rede, a presença na Web está muito longe de ser suficiente. Empresas gastam fortunas na luta por visibilidade, mas somente poucas obtêm sucesso em conquistá-la e retê-la. "É fato a necessidade de investir na construção de marcas fortes com o intuito de ganhar confiança, repetidos clicks do mouse e market share", diz Sílvia, atualmente cursando pós-graduação em Administração de Marketing pela Harvard University. "Uma marca forte é aquela que não somente atrai mais visitantes para o site, mas aquela que estabelece uma relação de longo prazo com eles, resultando em maior lucratividade."

No mundo físico, os consumidores se sentem mais seguros quando adquirem produtos e serviços. Já o internauta tem que acreditar em promessas e fotografias, o que torna o fator confiança um elemento-chave na conquista de consumidores virtuais. "As empresas precisam entender o fator credibilidade para sobreviverem em meio às novas regras do jogo. No mundo virtual, o valor da credibilidade é muito superior ao do mundo real", destaca a consultora. "Devem não só entender esse fato, como agir rapidamente, uma vez que os consumidores virtuais já começaram a escolher com quem querem se relacionar durante suas vidas."

Outro fato destacado por Sílvia é o de que marcas que migram do mundo off-line para o on-line apresentam substanciais vantagens sobre aquelas nascidas na rede. "Uma marca forte no mundo físico apresenta maiores chances de ter êxito na Web em razão de já ter construído reputação, reconhecimento, posicionamento e, o que é mais importante, credibilidade."

Para a consultora, a Web pode atuar como uma ferramenta muito útil para a marca, ao apresentar novas plataformas com potencial para inúmeras possibilidades de seu desenvolvimento. "Está nas mãos dos top executivos da organização entender como se utilizar estrategicamente dessa incrível ferramenta, estabelecendo relações de confiança com seus clientes, antes que estes venham a confiar na concorrência 'para o resto de suas vidas'."



Agenda


Conhecimento Corporativo

A JCR & Calado Consultores e a Deloitte Touche Tohmatsu promovem, no dia 10 de abril, o workshop Conhecimento Corporativo: Desafio do Século XXI. O evento terá a participação dos palestrantes Idalberto Chiavenato, Waldez Luiz Ludwig, César Colera Bernal, Henrique Costabile, Ricardo Liebman, Marcos Aurélio Viana e Waner Costa. Informações e Inscrições na JCR, pelo telefone 3465-8080, ou no site: www.jcr.com.br.

Dica Importante


Como os Marines

Os marines norte-americanos são conhecidos por estarem sempre prontos a combater e a vencer todas as guerras em que entram. O segredo são trinta princípios de gestão, divulgados no livro Corp Business - The 30 Management Principles of the U. S. Marines, de David Freedman. Alguns podem ser perfeitamente aplicados ao dia-a-dia das organizações, que, embora não estejam numa guerra, às vezes ficam bem próximas disso. Veja alguns deles:
1. Siga a "Solução 70%". - É melhor agir rapidamente com base num plano imperfeito, mas com fortes hipóteses de funcionar (70%), do que esperar até ter um plano perfeito e agir tarde demais.
2. Siga a "Regra dos Três" - Em períodos de stress, a maioria das pessoas não deve ter mais do que três responsabilidades-chave.
3. Adapte a hierarquia à ocasião - Tenha uma pirâmide forte de gestão, mas encoraje as pessoas a tomarem as decisões necessárias para cumprir a missão quando os comandantes não estão por perto.
4. Fixe objetivos e os explique - Diga as pessoas o que precisa ser feito e por quê. Deixe os detalhes com elas.
5. Delegue - Treine as pessoas de forma que possam agir quando necessário.
6. Releve as falhas - Quem nunca falhou provavelmente nunca deu demasiado de si.
7. Peça para ser questionado - Os subordinados devem ser livres para discordar de forma aberta dos seus gestores... até a decisão final.
8. Faça planos simples e flexíveis - É melhor ter algumas opções que podem ser adaptadas do que fazer planos específicos para todas as contingências.
9. Experimente de forma obsessiva - Mesmo a organização mais bem-sucedida ruirá, se não testar continuamente novas fórmulas e implantar novas práticas.
10. Ouça todos - As melhorias da organização são muitas vezes propostas por pessoas não relacionadas com ela.
Fonte: Exame

Não Deixe de Ler


Visão Brasileira

Marketing - Uma Visão Brasileira (Negócio Editora), de Raimar Richers. Uma boa abordagem geral com um mergulho nas peculiaridades do Marketing no Brasil. O autor dá exemplos de campanhas que deram certo, baseadas na nossa cultura e no perfil do consumidor brasileiro. Apesar de fazer algumas interpretações que dão margens a questionamentos, tem o grande mérito de abordar casos de nossa realidade, coisa rara nos livros do gênero. Vale, justamente, pelo esforço da visão brasileira.


Arquitetura no Ambiente de Trabalho (2/4)
Existem três formas básicas de layout e infra-estrutura de escritórios:

Abertos - Sem paredes ou divisórias, permitem um maior nível de integração entre os funcionários, facilitando o trânsito rápido das informações. Também geram economia de espaços de circulação interna, mas exigem grande disciplina para o trabalho individual.

Panorâmicos - Predominam divisórias baixas e ambientes semi-abertos. Permitem certo nível de privacidade, organização individualizada do trabalho e segmentação espacial das atividades.

Celulares - Compostos por células fechadas, que podem ser salas individuais ou departamentos. Propiciam alto nível de individualidade, favorecem o trabalho intelectual isolado e a segmentação total das atividades da empresa em espaços estanques.

Para escolher o modelo de escritório mais adequado, deve-se levar em conta uma série de fatores, como o tipo de atividade e o estilo de administração da empresa.
Está em alta, hoje, o compartilhamento dos espaços em ambientes livres de divisórias e que permitem uma maior integração entre a equipe de trabalho. Mas, antes de aderir a modismos e tendências, é preciso analisar atentamente as vantagens e desvantagens de cada projeto.
É possível, também, planejar o escritório de forma mista, atendendo às necessidades específicas de cada área da empresa.
É indicado que a empresa defina um padrão a ser utilizado nos acabamentos, mobiliário, peças de sinalização e acessórios. Ainda que não haja disponibilidade de recursos para a implantação de todo o layout dentro do padrão definido, é fundamental que exista o projeto total para que as aquisições e reformulações futuras sejam feitas dentro do plano estabelecido. Caso contrário, a arrumação do espaço de trabalho corre o sério risco de virar um labirinto e/ou uma salada de estilos.
A sobriedade ou informalidade de um ambiente reflete o estilo da empresa e esse conceito deve ficar claramente definido no projeto, na escolha dos móveis, nos acabamentos.
O projeto arquitetônico e a ambientação do escritório influenciam diretamente não só no bem-estar e na produtividade dos funcionários, como contribui para a fixação de uma imagem positiva da empresa na mente dos clientes.




rede@redegestao.com.br

deloitte@elogica.com.br

www.jcr.com.br


APRESENTAÇÃO | COMPETÊNCIAS | DESAFIO 21 - GESTÃO & COMPETITIVIDADE | E-MAIL | HOME