Nº 130 Recife, 18 de Março de 2000

"Para as questões de estilo, nade seguindo a correnteza;
nas questões de princípios, seja sólido como uma rocha."
Thomas Jefferson, 1743-1826, presidente dos EUA


Como Lidar com a Imprensa


O relacionamento com a Imprensa é um assunto que ainda deixa muitos profissionais inseguros, por mais experientes que sejam em suas áreas de atuação. É comum a resistência em dar entrevistas e o medo de que as declarações sejam deturpadas ou publicadas de forma incompleta. Entrevistados queixam-se de que os repórteres são apressados por natureza e nem sempre apuram a matéria com o devido cuidado. Repórteres reclamam dos incontáveis chás de cadeira a que são submetidos e do despreparo de alguns entrevistados, o que termina atrapalhando o rendimento da matéria. Para tornar essa relação menos tumultuada, alguns cuidados devem ser tomados no contato com a Imprensa no dia-a-dia.
(1) Atenda sempre o repórter. Jornalistas têm prazos rígidos para concluir a apuração de uma matéria. O jornal não pode ficar esperando você terminar suas tarefas para só então dar entrevistas. Atenda o jornalista sempre que ele o procurar, mostre disponibilidade e atenção. Se for solicitado ao telefone e não puder atender na hora, diga quanto tempo depois você ligará de volta. E cumpra. Poucas coisas irritam mais o repórter do que brincar de gato e rato com seu entrevistado.
(2) Tenha sempre informações à mão. Ao dar uma entrevista, estude, sempre que possível, o assunto tratado. Jornalistas precisam de números, como os ligados à produção, ao faturamento, ao aumento de vendas ou de atendimento. Tenha-os sempre à mão. Se não souber uma informação, não chute. Diga que não sabe ou que vai apurar e a repassa depois. Lembre-se de que tudo o que você disser poderá ser publicado no outro dia no jornal.
(3) Trate bem o jornalista. Parece uma regra óbvia, mas não é. Muitos entrevistados ainda tratam o repórter como um "inimigo", ávido por publicar matérias negativas e denegrir a sua imagem e a da empresa. Isso não é verdade. O bom relacionamento com a Imprensa é hoje um fator fundamental para o sucesso no ambiente de negócios. E, se por acaso, o teor da matéria não for positivo, seja o primeiro a assumir o problema e a dar a sua versão do fato.
(4) Não seja arrogante. "Sou anunciante do jornal", "Quero que você me mostre a matéria antes de publicar". Declarações como essas podem minar de vez sua relação com o repórter. Mantenha uma postura simpática e mostre-se disposto a tirar qualquer dúvida. Se você sentir que ele não entendeu bem uma informação, repita de uma outra forma. Seja paciente e disponível.
(5) Em off. Se, durante a entrevista, você sentir necessidade de dar uma informação ao repórter, mas não gostaria que ela fosse publicada, avise antes que está falando em off. Senão depois não adianta reclamar.
(6) Nada pessoal. Jornalistas não existem apenas para dar notícias positivas. Se você ou sua empresa forem alvo de uma matéria negativa, nada de retaliar o repórter, negando-se a atendê-lo em outra oportunidade. Lembre que ele é um profissional no cumprimento de seu trabalho.
(7) Torne-se fonte. Fonte é aquela pessoa para quem o jornalista sempre liga para saber as novidades da área ou ouvir a opinião sobre um determinado assunto. Cumprindo essas regras e investindo no bom relacionamento com o repórter, você já tem meio caminho andado para tornar-se uma boa fonte.



Você Sabia?


Pré-pago e Banda A

Segundo estudo divulgado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o Brasil contava com 23,6 milhões de celulares em funcionamento no mês de janeiro, sendo que deste total 59,74% eram pré-pagos e 40,26% pós-pago. A Banda A detinha 67,48% do mercado, enquanto a Banda B, 32,52%.
Fonte: Intermanagers

Agenda


Líderes Empresariais

A JCR & Calado Consultores e Deloitte Touche Tohmatsu promovem, a partir do próximo dia 23 de março, o curso Formação de Líderes Empresariais. O número de alunos é limitado e as inscrições podem ser feitas pelo telefone 3465-8080 ou pelo e-mail cursosjcr@jcr.com.br.

Atendimento em Saúde


O Instituto de Tecnologia em Gestão (INTG) promove, a partir de abril, o curso Atendimento em Saúde. Mais informações e inscrições pelo telefone 3427-1740.


Arquitetura no Ambiente de Trabalho (1/4)
O ambiente físico em que trabalhamos influencia diretamente fatores como a produtividade e a qualidade do nosso trabalho. Com os espaços cada vez mais reduzidos, criar um ambiente onde o profissional sinta-se confortável e motivado é uma tarefa essencial para qualquer organização que pretenda manter-se ou tornar-se competitiva. Pensando nisso, a Coluna Desafio 21 inicia hoje uma série sobre Arquitetura no Ambiente de Trabalho. São dicas e orientações dos profissionais da Avellar, Fernandes e Montezuma Arquitetos Associados, integrantes da Rede Gestão, sobre itens como iluminação, mobiliário, acústica e equipamentos, sempre visando o aproveitamento eficiente dos espaços. A seguir, algumas dicas gerais:

1. O Layout (estrutura espacial da empresa) deve ser eficiente. Bem trabalhado, ele pode ampliar espaços, reduzir circulações, aproximar ou afastar convivências. Um bom layout é resultante do dimensionamento correto e da funcionalidade dos espaços disponíveis.
2. Invista em mobiliário e equipamentos adequados e de boa qualidade. Deve-se avaliar os materiais mais adequados para cada atividade e não esquecer da ergonomia, ciência que estuda os movimentos humanos e define, por exemplo, a altura correta de uma mesa; ou a postura, a inclinação ou a posição do braço de uma cadeira.
3. A iluminação merece atenção especial. Deve-se equilibrar o uso da iluminação natural e da artificial. É preciso obedecer os índices de iluminação que variam de ambiente para ambiente. A intensidade da iluminação na mesa de trabalho, por exemplo, difere completamente daquela da área de circulação.
4. A acústica também deve ser tratada com cuidado. Materiais reflexivos (granito, cerâmica, fórmica, etc.) devem estar em equilíbrio com os materiais absorventes (tecido, madeira, carpete, etc.). Nos ambientes amplos, onde trabalham várias pessoas, a má especificação pode provocar excesso de barulho e ruídos, resultando em falta de atenção e baixa no rendimento de trabalho.
5. Fique atento à relação custo/benefício. Avalie a economia relacionada à durabilidade dos materiais, mobiliário, equipamentos e seu custo de manutenção.
6. É fundamental que o lugar do trabalho tenha a cara desejada pela empresa. Um ambiente bem planejado é o primeiro passo para um trabalho estimulante e produtivo.




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