Nº 127 Recife, 25 de Fevereiro de 2000

"As pessoas confundem qualidade do lazer com quantidade de horas de lazer.
O que é preciso é estar satisfeito com o que se faz."
Paulo Ferraz, executivo brasileiro


Cansaço não é Estresse


Imagine dois personagens neste domingo de Carnaval. O primeiro é um típico folião. Ontem pela manhã foi ao desfile do Galo e seguiu todos os trios. No final da tarde, instalou-se em uma casa em Olinda e, desde então, ainda não parou de subir e descer as ladeiras. O segundo detesta Carnaval. Está em casa sozinho porque todos os amigos decidiram cair na folia. Passa o dia zapeando o controle remoto, tentando fugir da dobradinha "bailes & desfiles de escolas de samba" que domina as principais emissoras de TV. Você é capaz de adivinhar qual dos dois, na Quarta-Feira de Cinzas, estará mais estressado?

O exemplo é útil para ilustrar uma confusão comum quando o assunto é estresse. Para muita gente, fatores como o excesso de atividades, a correria do dia-a-dia e o cansaço físico são os principais responsáveis pelo problema que atinge grande parte dos profissionais atualmente. Mas não é bem assim. Mesmo passando os quatro dias de Carnaval refestelado em uma poltrona, o segundo personagem tem muito mais chances de ficar estressado do que o primeiro. Embora muito mais exigido fisicamente, o folião tem uma diferença fundamental: encontra prazer na sua atividade.

Levando a situação para o ambiente de trabalho, percebe-se que nem sempre o excesso de atividades é o vilão da história. "É perfeitamente possível alguém manter uma jornada de 14, 16 horas de trabalho e chegar ao final do dia de bom humor e sentindo-se bem", assinala a psicóloga Eliene Rodrigues, do INTG, integrante da Rede Gestão. Portanto, não é a quantidade, mas a qualidade do trabalho que está diretamente relacionada ao estresse. Para evitá-lo, o primeiro mandamento, segundo Eliene, é exatamente trabalhar com prazer e encontrar prazer no resultado do trabalho.

O profissional pode até passar poucas horas no ambiente de trabalho, mas se convive diariamente com atritos e conflitos, muitas vezes não falados, não enfrentados ou mal resolvidos, terá grandes chances de sentir-se estressado. Nesses casos, nem mesmo tirar férias resolve o problema. O ideal, segundo Eliene, é tentar resolver as diferenças no trabalho, assumindo os problemas e discutindo as diferenças.

"Conflitos varridos para baixo do tapete e ignorados por quem deveria administrá-los geram desgaste, frustração e são, talvez, os principais responsáveis pelo estresse", afirma.



Não Deixe de Ver


Tambores Silenciosos

A Noite dos Tambores Silenciosos é um dos momentos mais bonitos do Carnaval pernambucano. Foi criada originalmente pelos escravos negros do Brasil Colônia, que aproveitavam o Carnaval para promover seus ritos, em frente à Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos. A Noite começa com o encontro dos mais representativos maracatus de todo o Estado. À meia-noite, as luzes se apagam e começa uma grande cerimônia de confraternização. Os participantes invocam os deuses negros, em dialetos africanos, sempre ao ritmo de tambores e cantos. Um programa imperdível, mesmo para quem não gosta de Carnaval. A Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos fica no Pátio de São José.

Você Sabia?


Maracatu

Os Maracatus Nação evocam as festas de coroação dos reis do Congo, realizadas no pátio da Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, Santa cultuada pelos negros no Recife, durante o período da escravidão. Já o Maracatu Rural (de Baque Solto) surgiu no final do século XIX, na Zona da Mata de Pernambuco. Tem origem afro-índia e forte conotação religiosa. O Maracatu Rural prepara a sua saída no Carnaval com o ritual de purificação, que se inicia na sexta-feira, com abstinência sexual, até a quarta-feira de cinzas. As rosas brancas que os caboclos de lança levam à boca, servem, segundo a crença popular, para "fechar o corpo".

Agenda


Desenvolvimento Gerencial

O Instituto de Tecnologia em Gestão (INTG) promove, em março, o Programa de Desenvolvimento Gerencial (PDG) - Gestão Estratégica como Instrumento de Competitividade. O objetivo do PDG é capacitar o profissional que exerce ou pretende qualificar-se para o exercício de funções de gerenciamento na sua empresa ou organização. É um trabalho de reflexão teórica e exercícios práticos que visam facilitar o enfrentamento das dificuldades de gestão e o aperfeiçoamento da ação gerencial dos participantes. Enquanto treinamentos convencionais limitam-se a ensinar as "tarefas" de um gerente, o Programa situa a ação gerencial em um contexto mais amplo, trabalhando os vários espaços de atuação - a sua equipe, a organização e o ambiente externo. As inscrições estão abertas. Mais informações no INTG, pelo tel.: 3427-4513.


O Que Quer Dizer Mesmo?
O Supervendedor
Um sujeito acaba de conseguir um cargo de vendedor em uma loja que vendia de tudo. Terminado o primeiro dia, o gerente de RH inicia a conversa:
- Como foi seu primeiro dia? Quantas vendas você fez?
- Fiz apenas uma venda, responde o vendedor.
- Uma só?, espanta-se o gerente. Mas todos os outros vendedores fazem de 20 a 30 vendas por dia... E de quanto foi essa venda?
- R$ 145.350,00, responde o vendedor. O gerente arregala os olhos. Uma venda daquele valor era realmente inusitada, sobretudo em se tratando do primeiro dia...
- Como é que você conseguiu isto? Pergunta o gerente, intrigado.
- Bem, responde o vendedor, vendi para um cliente um anzol pequeno, um médio e um grande. Vendi os três tipos de linhas para cada tipo de anzol e também todos os apetrechos para pesca. Ao perguntar-lhe onde ele iria pescar, e obtendo a resposta de que pretendia ir ao litoral, lhe informei que seria necessário um barco. Ele então comprou o de 22 pés, cabinado, com dois motores. Como o carro dele não seria capaz de rebocá-lo, vendi-lhe uma pick-up Blazer... O gerente o interrompe:
- Você fez essa venda para um sujeito que entrou pedindo um anzol?
- Bem, responde o vendedor, na realidade, o sujeito veio me perguntar onde havia uma farmácia. Perguntei-lhe o que ele iria comprar lá e soube que seria um OB para sua esposa. Aproveitei e comentei:
-"Já que seu fim-de-semana foi pro brejo mesmo, que tal uma pescaria?"




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