Nº 121 Recife, 14 de Janeiro de 2001

"A falta de tempo é a desculpa dos que perdem tempo por falta de método."
Anônimo



Falta de tempo? A agenda pode ser o remédio...


     Grande parte dos profissionais costuma travar uma batalha diária contra o tempo. É tão grande a quantidade de tarefas e compromissos que um dia parece insuficiente para dar conta de todas as obrigações. O fato é que administrar bem o tempo é cada vez mais uma necessidade básica de todos os profissionais preocupados com a sua eficiência e produtividade. É preciso saber priorizar tarefas importantes e não acumular pendências, tornando o seu dia o mais produtivo possível.

Adotar uma agenda como ferramenta de trabalho pode ser o primeiro passo para alcançar esse objetivo. Nos modernos formatos digitais ou nos tradicionais modelos em papel, ela é um instrumento de grande importância para o gerenciamento eficaz do tempo - esse recurso cada vez mais escasso no nosso dia-a-dia. Não por acaso, o lançamento da agenda é o "pano de fundo" para a confraternização anual da TGI Consultoria e Gestão, integrante da Rede Gestão, reunindo clientes e amigos. "A gestão eficiente do tempo é uma atitude estratégica que repercute diretamente na competitividade de profissionais e organizações", afirma a consultora Fátima Guimarães, da TGI. A agenda simboliza, dessa forma, uma necessidade fundamental nos dias de hoje: o planejamento das ações.

A função básica de uma agenda é evitar que o profissional se afogue em um turbilhão de tarefas e compromissos diários, sem distinguir o que é importante do que é pura perda de tempo. Segundo Fátima, uma boa dica para utilizar sua agenda de forma eficiente é dedicar alguns minutos, à noite, para planejar o dia seguinte. "Identifique, a princípio, as prioridades ou aquilo que não pode deixar de ser feito. Em seguida, classifique as tarefas por ordem de importância", orienta. Os compromissos mais urgentes devem, se possível, ser resolvidos na parte da manhã. Procure delimitar na agenda - e tentar cumprir fielmente - o tempo necessário para realizar as tarefas não tão importantes.

Outra atitude eficiente é tentar traçar, no domingo, um planejamento para toda a semana, identificando as prioridades de cada dia. Ao colocar no papel - ou na tela - um cronograma semanal de todas as suas atividades, o profissional evita o risco de cair em um erro comum, muitas vezes o principal responsável pela propalada "falta de tempo". "Quando não há planejamento, o profissional termina fazendo tudo ao mesmo e, na verdade, sem fazer nada direito", observa a consultora. Mas é necessário disciplina. Tente realizar todas as tarefas agendadas, evitando passar para o dia seguinte compromissos não cumpridos.

A agenda também pode servir como um instrumento eficiente para acompanhar o cumprimento de cronogramas e projetos. "Definir um prazo para a realização de tarefas e passar a cobrá-los e cumprí-los é uma atitude muito eficiente para evitar o desperdício de tempo", orienta Fátima. Conclusão: ou organizamos o tempo ou somos (des)organizados por ele.



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Navegando no Trabalho
O site Vault.com, especializado em desenvolvimento de carreiras, realizou uma pesquisa sobre o uso da Internet para fins pessoais durante o horário de trabalho. Foram entrevistados 451 funcionários e 670 chefes. Num dia típico, 25,1% dos funcionários disseram gastar entre 10 e 30 minutos visitando sites sem relação com suas atividades profissionais; 22,4% gastam entre 30 e 60 minutos; e 18,4%, até 10 minutos por dia. Os chefes, por sua vez, se mostram tolerantes com seus subordinados: apenas 14,7% disseram que os funcionários "nunca" devem navegar na Web por motivos pessoais durante o expediente; 34,8% acham razoável permitir entre 10 e 30 minutos por dia; 24,9%, entre 30 e 60 minutos; 15,1%, até 10 minutos.
Fonte: Revista Exame

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Valor pago ao detentor de uma marca, patente, processo de produção, produto ou obra original pelos direitos de sua exploração comercial. É o terror dos plagiadores.

Dica Importante


Como Administrar o Tempo

1. Faça uma lista diária e priorize as atividades. Relacione diariamente, numa folha de papel ou em sua agenda, todas as atividades a serem cumpridas nesse dia e estabeleça prioridades.
2. Delegue. Comece com as rotinas e procedimentos operacionais. Depois, se puder, delegue também as atividades e trabalhos de maior responsabilidade, desde que a pessoa esteja apta. Caso contrário, treine-a.
3. Saiba tomar decisões. Tente identificar as causas do problema mediante as clássicas perguntas: O quê? Quando? Por quê? Onde? Quem? Como? Quando? Isolado o problema e descobertas as causas, tome a decisão.
4. Saiba dizer não. Se alguém (como seu chefe, por exemplo) quiser lhe empurrar um serviço e você estiver sobrecarregado, diga claramente que não tem condições de assumir mais um trabalho ou sugira outra pessoa. Mas, muito importante, não blefe jamais.
5. Seja breve ao telefone. Ligações telefônicas atrapalham e atrasam o trabalho. Vá direto ao assunto, seja breve e objetivo. Concluído o diálogo, agradeça e encerre o contato.
6. Faça reuniões produtivas. Reuniões eficazes exigem um coordenador, assuntos previamente agendados e do conhecimento de todos, participação e comprometimento dos participantes e, ao final, cópia para todos do resultado da reunião, com os compromissos assumidos por cada um e as datas de realização dos mesmos.
Fonte: Manual do Chefe em Apuros, Ernerto Berg


Planejamento Estratégico (Síntese)
   Nas últimas quatro semanas a Desafio 21 publicou uma série abordando uma ferramenta de gestão de grande importância nas organizações: o Planejamento Estratégico. Veja a síntese de suas principais etapas:

Passo 1: Avaliação Estratégica
Consiste na identificação dos principais aspectos facilitadores (oportunidades) e dificultadores (ameaças) encontrados no ambiente externo. E também na identificação dos aspectos facilitadores (forças) e dificultadores (fraquezas) encontrados no ambiente interno da empresa que afetam o cumprimento da sua missão ou o desempenho do seu negócio hoje e no futuro.

Passo 2: Definição das Prioridades
É neste momento que se define o rumo que se deve tomar, levando em consideração a avaliação estratégica realizada (dos ambientes interno e externo). Um procedimento que ajuda na definição das prioridades é responder à seguinte questão: o que não pode deixar de ser feito pela empresa para fazer frente às ameaças e às fraquezas e para potencializar as oportunidades e as forças? Passo

3: Programação das Ações
Definido o que não pode deixar de ser feito (as prioridades que configuram a estratégia que se pretende adotar), é indispensável estabelecer, no mínimo, como fazer (as ações necessárias), quem vai fazer (os responsáveis por sua realização), quando vai ser feito (os prazos de realização) e quanto vai custar (os recursos financeiros necessários).

Passo 4: Monitoração
A experiência tem demonstrado que as formas de monitoração mais eficazes são aquelas que conjugam reuniões semanais da diretoria da empresa, para o acompanhamento da agenda estratégica produzida na terceira etapa (programação das ações), com reuniões mensais de um colegiado de gestão (diretoria + gerentes responsáveis pelas áreas funcionais e pelas unidades de negócio) para acompanhamento do desempenho (operacional e financeiro) do mês anterior e atualização da agenda estratégica estabelecida.




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