Nº 118 Recife, 24 de Dezembro de 2000

"O executivo que se orgulha de nunca tirar férias
ou é louco ou é um administrador fraco."
Roberto Duailibi, publicitário brasileiro


É Preciso Tirar Férias


Após um ano de trabalho árduo, o período de férias é esperado com expectativa pela maioria dos profissionais. Além de um merecido descanso, as férias são também uma pausa necessária para "recarregar as baterias" e voltar ao batente com mais entusiasmo e criatividade renovada.

Todavia, para uma parcela dos profissionais - principalmente os que ocupam cargos gerenciais - sair de férias pode ser tão estressante como enfrentar uma jornada dupla de trabalho. São aqueles gerentes ou administradores que resistem em afastar-se do escritório por qualquer período mais longo, por se acharem "imprescindíveis" para a organização. Workaholics assumidos, esses profissionais podem, entretanto, estar camuflando alguns problemas mais sérios como centralização, falta de confiança na equipe e dificuldade em delegar tarefas.

De acordo com a consultora Elane Cabral, da Agilis Seleção, associada à Rede Gestão, a resistência a tirar férias é um sintoma de que algo não vai bem na empresa. "Se a equipe é sintonizada e competente, o gerente sabe que pode tirar férias tranqüilo", afirma. Sentir-se "essencial" para conduzir as tarefas do dia-a-dia, a ponto de não poder ausentar-se por algumas semanas, pode revelar um administrador com sérias dificuldades de delegação.

"A principal responsabilidade de um gerente não é fazer as coisas mas, sim, fazer com que elas sejam feitas"
alerta Elane. Ela acredita que o gerente que centraliza todas as atividades, fazendo questão de monitorar todas as tarefas de seus subordinados, termina sem tempo, não só para tirar férias, mas também para gerenciar. E isso pode comprometer a própria competitividade da empresa.

O primeiro passo, nesse caso, seria fazer uma análise de como o trabalho em equipe vem sendo desenvolvido. Para a consultora, a formação de equipes competentes e autônomas é um requisito fundamental para o sucesso de qualquer organização. E boas equipes, frisa Elane, não são obras do acaso, nem dependem apenas de bons valores individuais. "Elas dependem muito do conjunto, da competência coletiva e da solidariedade compartilhada. E isso é resultado de muito treinamento".



A Profecia
Falhou ...


Bomba

"O homem nunca será capaz de liberar o poder do átomo", Robert Millikan (Prêmio Nobel de Física em 1923, vinte e dois anos antes da explosão da bomba atômica em Hiroshima).

O Que Quer Dizer Mesmo?


Upgrade

Upgrade. Essa é mais uma expressão com origem no universo da Informática cujo uso hoje está disseminado. Originalmente, fazer um upgrade significa atualizar ou instalar uma nova versão de um software no micro. Mas o uso comum tornou upgrade sinônimo de melhoria, mudança de patamar. Pode-se, por exemplo, dar um upgrade no carro, instalando um sistema de som mais potente. Até mesmo a casa pode passar por um upgrade, depois de uma faxina bem feita.

Na Ponta da Língua


Sem Vogal no Meio

Esta é uma dica para a pronúncia. Em uma palavra, nunca se deve pronunciar a consoante que antecede outra como se houvesse uma vogal entre elas. O certo é opção e não "o-pi-ção", ad-vogado e não "a-de-vogado", estag-nar e não "esta-gui-nar", adep-to e não "adé-pi-to", sub-solo e não "su-bi-solo", ab-soluto e não "a-bi-soluto", Ed-gar e não "E-di-gar", ec-zema e não "e-qui-zema", etc.

Fonte: Manual de Redação e Estilo O Estado de S. Paulo


Planejamento Estratégico - Passo 2: Definição das Prioridades
A segunda etapa do eixo básico do processo de Planejamento Estratégico é a definição das prioridades. É nesse momento que se define o rumo que se deve tomar, levando-se em consideração a avaliação estratégica realizada (dos ambientes interno e externo).

Um procedimento que ajuda na definição das prioridades é responder à seguinte questão: o que não pode deixar de ser feito pela empresa para fazer frente às ameaças e às fraquezas e para potencializar as oportunidades e as forças?

Ajuda mais ainda a montar uma matriz de cruzamento das ameaças e das oportunidades detectadas no ambiente externo com as fraquezas e forças detectadas no ambiente interno. O cruzamento das ameaças externas com as fraquezas internas caracteriza o desafio da sobrevivência da empresa, enquanto o cruzamento das oportunidades externas com as forças internas caracteriza a capacidade de ataque.

O fundamental é perguntar o que não pode deixar de ser feito pela empresa, tanto para garantir sua sobrevivência, quanto para possibilitar uma ação ofensiva eficaz (de ataque). A definição de prioridades é uma etapa importantíssima do processo de planejamento estratégico, pois "não existe vento favorável àquele que não sabe para onde vai", conforme alertou muito bem o filósofo romano Sêneca.




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