Nº 111 Recife, 05 de Novembro de 2000

"O sucesso depende de três coisas que podem ser administradas:
o quanto você trabalha, o quão honesto você é
e o quanto é capaz de se dar bem com as outras pessoas."
Michael Bloomberg, empresário norte-americano


Cheio de E-mail


Simples, rápido, prático e acessível, o e-mail iniciou e está provocando uma verdadeira revolução na comunicação, pessoal e no ambiente de trabalho. Para qualquer profissional, checar a caixa postal e gerenciar o correio eletrônico virou uma tarefa rotineira, cumprida, normalmente, várias vezes ao dia. Mas essa aparente unanimidade em torno do uso do e-mail começa a sofrer contestações.

Incomodadas com o uso abusivo, algumas empresas passaram a fiscalizar o correio eletrônico de seus funcionários. Outra frente de batalha foi aberta contra o spam - aquelas propagandas e correntes não solicitadas que entopem a caixa postal dos usuários. Por fim, até mesmo a influência do e-mail na produtividade do profissional passou a ser questionada. Uma pesquisa realizada pelo instituto americano Ferris Research estima que cada internauta gasta, em média, duas horas por dia apenas para gerenciar seu correio eletrônico.

Quem costuma aproveitar o horário de trabalho para responder mensagens pessoais, trocar fotos, fazer downloads de programas e músicas ou outras atividades semelhantes deve ficar atento. É cada vez maior o número de empresas que espionam os hábitos de seus funcionários na Internet. O uso inadequado pode tornar-se até motivo de demissão, como ocorreu na Dow Chemical, que, após uma rigorosa investigação, desligou 24 funcionários que guardavam em sua caixa postal e-mails com conteúdos pornográficos ou violentos. O ideal é que o profissional procure, no ambiente de trabalho, utilizar o e-mail apenas para fins profissionais. Ou, no mínimo, mantenha contas separadas para uso pessoal e profissional.

Além do uso indiscriminado, muitas empresas estão preocupadas com o tempo gasto pelos profissionais na Internet. A mesma pesquisa do Ferris Research estima que em 2002 iremos gastar mais de quatro horas por dia lendo e respondendo as mensagens que chegam ao correio eletrônico. Uma das alternativas é o uso de filtros para barrar mensagens indesejadas e uma maior autodisciplina do usuário. Não é preciso nenhuma pesquisa para constatar que perder vinte minutos respondendo a mensagem pessoal enviada pelo amigo durante o expediente é, além de contraprodutivo, ruim para a imagem do funcionário junto à empresa.

O inimigo número um do internauta que costuma utilizar o e-mail chama-se spam. A prática de enviar mensagens ou propagandas para usuários indiscriminadamente está na mira de várias organizações. Nos EUA, há um projeto de lei que prevê multas de US$ 500 por cada e-mail enviado sem solicitação. Para quem manda, a prática tem se mostrado pouco eficiente. Cerca de 60% das pessoas deletam os spams sem ao menos ler. Ao invés de conquistar o internauta, o spam normalmente faz com que a empresa ou serviço entre na lista negra do usuário. A palavra de ordem, nessa área, tem sido Marketing de Permissão. O e-mail pode ser uma eficiente ferramenta de comunicação, desde que o usuário autorize o seu recebimento.

Todos temos a responsabilidade de não banalizar um meio de comunicação pessoal tão extraordinário como esse, utilizando-o seriamente e não mandando nem aceitando receber spams.



O Que Quer Dizer Mesmo


Target e Market Share

Duas palavrinhas originadas do marketing, mas cada vez mais ouvidas no meio empresarial. Target é o público-alvo ou mercado que se quer atingir. Os profissionais de marketing e publicidade planejam suas estratégias de acordo com o perfil de cada target. Market share é a participação que um produto ou empresa tem no mercado. O objetivo das campanhas e ações de marketing é, sempre, aumentar o market share da marca. Em linguagem pura de marketing pode-se dizer sem medo que é "trabalhando bem o target que se atinge o market share desejado".

Aconteceu


Planejamento Empresarial

A Sociedade Pernambucana de Planejamento Empresarial - SPPE, promoveu, no último dia 26, o primeiro evento coordenado por sua nova diretoria. O happy hour, no Atlante Plaza, contou com a presença de dezenas de associados e convidados, tendo a participação especial do economista Paulo Dalla Nora Macedo, assessor de Planejamento & Marketing da diretoria do Grupo Nordeste Segurança. A idéia da SPPE é, uma vez por mês, convidar pessoas representativas do cenário local para apresentar e discutir com os integrantes da Sociedade cases de sucesso, como o da Nordeste, e assuntos de interesse para o planejamento e a moderna gestão empresarial. O próximo encontro será um almoço, dia 24 deste mês (sexta-feira), com o tema: A nova gestão do Recife e os reflexos sobre a atividade empresarial na cidade.

Você Sabia?


TV Por Assinatura

A indústria de TV por assinatura está otimista com a perspectiva de crescimento no número de anunciantes, algo que tende a elevar a participação dessa mídia no bolo financeiro que o mercado publicitário movimenta. Dos 300 anunciantes ativos hoje, a expectativa é de que em 2003 o número chegue a 600. Quanto à participação no bolo, que no ano passado foi de 1%, em três anos ela deverá chegar a 6%. As estimativas são de que até o final deste ano a TV por assinatura responda por 2% do total dos investimentos em mídia. Isso é uma evidência do processo que estamos vivendo de ampliação da segmentação do mercado, de um modo geral, e do publicitário, em particular. Fonte: Intermanagers


Circula na Internet
    A respeito do tema e-mail, circula na Internet mais uma brincadeira um tanto preconceituosa mas que, ao fazer um contraponto ao senso comum dominante ("não há vida fora da Internet!"), ajuda a pensar sobre as verdades estabelecidas.

O Homem sem E-mail

Um homem que estava desempregado entra num concurso da Microsoft para ser faxineiro. O gerente de RH o entrevista, faz um teste (varrer o chão) e lhe diz: "O serviço é seu. Me dê seu e-mail e eu lhe enviarei a ficha para preencher, a data e a hora em que deverá se apresentar para o serviço". O homem, aflito, responde que não tem computador e, muito menos, e-mail. O gerente de RH diz que lamenta mas, se não tem e-mail, quer dizer que, virtualmente, não existe e, sendo assim, não pode ter o trabalho.

O homem sai, desesperado, sem saber o que fazer porque tem somente R$ 10 no bolso. Entra no supermercado e compra uma caixa de 10 quilos de tomates. Bate de porta em porta vendendo os tomates a quilo e, em menos de duas horas, consegue duplicar o capital. Repete a operação mais três vezes e volta para a casa com R$ 60. Então, verifica que pode sobreviver dessa maneira e passa a sair de casa cada dia mais cedo e voltar mais tarde. Triplica ou quadruplica o dinheiro a cada dia. Pouco tempo depois, compra uma Kombi, em seguida, troca por um caminhão e, passado algum tempo, chega a ter uma pequena frota de veículos para distribuição.

Cinco anos, o homem é dono de uma das maiores distribuidoras de alimentos da região. Pensando no futuro da família, decide fazer um seguro de vida. Entra em contato com uma seguradora, acerta um plano e, ao final da conversa, o corretor lhe pede o e-mail para enviar a proposta. O homem responde que não tem e-mail. Curioso, o corretor lhe diz: "o senhor não tem e-mail e chegou a construir este império, imagine se tivesse, seria o quê?". O homem responde sem pestanejar: "Faxineiro da Microsoft".

Moral da história 1: A Internet não soluciona sua vida.

Moral da história 2: Se você quer ser faxineiro da Microsoft, procure ter um e-mail.

Moral da história 3: Se você não tem e-mail e trabalha muito, pode ser milionário.

Moral da história 4: Se você recebeu isto por e-mail, você esta mais perto de ser faxineiro do que de ser milionário.




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